LUTO

Morre o cineasta Silvio Da-Rin, aos 77 anos

Diretor e documentarista carioca atuou como secretário do Audiovisual e técnico de som em filmes do cinema brasileiro

Morreu nesta quinta-feira (29/1), aos 77 anos, o cineasta carioca Silvio Da-Rin. A informação foi confirmada ao O Globo pela filha do artista, a cineasta Maya Da-Rin. “Ele partiu essa madrugada, às 4h30, depois de uma longa internação”, afirmou Maya.

Nascido no Rio de Janeiro, em 1949, Silvio Da-Rin construiu uma trajetória diversificada no audiovisual brasileiro, atuando como diretor, documentarista e técnico de som. Foi presidente da Federação de Cineclubes e ocupou o cargo de secretário do Audiovisual do Ministério da Cultura em 2007, durante o segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do então ministro Gilberto Gil

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Da-Rin iniciou a carreira como diretor com o curta-metragem Fênix (1980), que aborda a ditadura militar a partir de depoimentos de personalidades como Zé Celso, Cacá Diegues, Caetano Veloso e Norma Bengell. Em 1984, realizou o curta Príncipe do Fogo, sobre o assassino Febrônio Índio do Brasil, obra premiada no Festival de Gramado.

Na década de 1990, participou de produções relevantes do cinema nacional, como Pequeno dicionário amoroso (1997), de Sandra Werneck; Amores (1998), de Domingos Oliveira; Mauá — O imperador e o rei (1999), de Sergio Rezende; Villa-Lobos, uma vida de paixão (2000), de Zelito Viana; Quase dois irmãos (2004), de Lúcia Murat; e Achados e perdidos (2005), de José Joffily, entre outros.

Em nota publicada nas redes sociais, a RioFilme lamentou a morte de Silvio Da-Rin e destacou sua contribuição para o cinema brasileiro. “O cinema brasileiro perdeu hoje um cineasta que fez do documentário uma lente para se refletir e entender o Brasil”, afirma o texto, que ressalta a trajetória do diretor na construção de uma obra voltada à memória e ao pensamento crítico sobre o país.

A nota menciona ainda trabalhos premiados, como Hércules 56 (2006), sua contribuição acadêmica com o livro Espelho partido – tradição e renovação do documentário cinematográfico e a atuação de Da-Rin na formulação de políticas públicas para o audiovisual, além de prestar solidariedade aos familiares e amigos do cineasta.

 
 
 
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