
Madalena Salles e Oswaldo Montenegro se conheceram na cidade, em 1975. Madalena tinha 16 anos, e Oswaldo era apenas um ano mais velho. O cantor convidou a menina para se apresentarem juntos em um programa de televisão, pela capacidade dela com a flauta. Desde aquele momento, os caminhos se entrelaçaram, e os dois conservam uma parceria de décadas. Por meio da amizade de seis décadas, Madalena se inspirou em contar a história da família de Montenegro e lança Deinha, árvore do amor, livro com título que carrega o nome da avó do músico.
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A autora é muito próxima de Elvira, mãe de Oswaldo, e a inspiração veio por intermédio dos momentos juntas e do espaço aberto para compartilhar histórias. Mais do que uma biografia, o livro busca acompanhar uma jornada familiar que auxilia a entender quem é Oswaldo Montenegro, um dos compositores de destaque na cena cultural brasiliense e brasileira.
Em publicação nas redes sociais para divulgar o lançamento do livro, Oswaldo Montenegro comenta o livro escrito por Madalena. "Eu fiquei muito emocionado. Eu tive o privilégio de acompanhar enquanto ela estava escrevendo. E como ela escreve bem", elogiou o cantor. Oswaldo destacou que o livro é uma saga sobre as mulheres de sua família. "Mulheres que tiveram a coragem de pagar um preço muito alto para viver a vida que sonharam, para viver o amor que precisavam viver", disse.
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Sobre os lançamentos realizados, Oswaldo disse que estava mais nervoso do que quando lança um novo show. "É tão bonito esse livro, a Madalena é uma pessoa muito especial. Ela tem um nível literário muito alto. Não consigo parar de ler e de falar do livro dela", destaca.
Madalena Salles conversou com o Correio sobre a pesquisa, a amizade com Oswaldo Montenegro e o impacto que espera causar no público com Deinha, árvore do amor.
Entrevista // Madalena Salles
Quando surgiu a ideia de escrever um livro sobre a família Montenegro? Qual era a principal mensagem que você queria passar sobre eles?
Comecei a escrever esse livro por duas razões. A primeira, para estimular minha grande amiga Elvira, mãe de Oswaldo Montenegro, a quem chamo tia Elvira, a continuar escrevendo-a. Ela estava passando por um período de saúde difícil e eu tentei que ela se distraísse escrevendo. A segunda razão foi meu fascínio pela riqueza da história dessa família, contada a mim pela própria tia Elvira. Ao final, o livro terminou como um presente para ela. Além disso, gosto de pensar que se espalharmos histórias reais que são encharcadas de amor, quem a ler viverá a possibilidade de que o amor salva, de que, pelo amor, tudo vale a pena. Acho que nosso mundo está precisando muito disso.
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Você e Oswaldo se conheceram quando eram muito novos. Como é a história dessa amizade e o que ela significa para você?
Minha amizade com Oswaldo significa tudo para mim. Somos, um para o outro, esteio, cuidado, cumplicidade e amor incondicional. Trabalhar com quem é isso tudo, para mim, é um grande privilégio.
Como foi o envolvimento dele e da família no processo do livro?
Oswaldo e tia Elvira não participaram efetivamente da construção do livro. Claro, à medida em que ia escrevendo, eu mostrava para ambos. Mas eles não opinavam. Tia Elvira, em especial, tem total importância, visto que foi ela quem me contou todos os fatos que estão presentes no livro. Se não fosse ela, o livro não existiria.
Além das histórias compartilhadas, o que você utilizou como material para o projeto?
Fotos de arquivo da família. E, criatividade, para dar liga entre um caso e outro. Mas os casos são todos absolutamente verdadeiros.
Por que você decidiu abordar esse cenário familiar?
Acho que nosso mundo está bem machucadinho. Amigos e parentes, antes próximos, se afastando apenas por terem opiniões contrárias. Pessoas com medo de opinar sobre assuntos que hoje se tornarem proibidos. E a família do Oswaldo foi toda forjada no amor, na tolerância, na generosidade, na alegria de viver. É disso que nosso mundo está carente, muito carente.
O que você espera que encante os leitores em Deinha, a árvore do amor?
Eu espero que quem ler o Deinha, a árvore do amor seja inundado do amor dessa família. Que quem o ler veja que tudo é possível, se nos basearmos na verdade, na coragem e no amor.
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