Josh D'Amaro, novo CEO da Disney, posicionou-se contra o uso da Inteligência Artificial como substituta da mente humana em produções culturais. Em entrevista ao The Hollywood Reporter, D'Amaro apontou que a IA nunca substituirá a criatividade humana. “O que torna esta empresa tão especial é a nossa criatividade e os seres humanos que a geram. Na minha opinião, isso é insubstituível”, afirmou.
Bob Iger, atual CEO da empresa, ainda celebrou a mudança de gestão devido ao posicionamento de D'Amaro. “Um dos motivos pelos quais Josh foi escolhido para este cargo é que, ao longo dos anos em que trabalhamos juntos, observei que ele enxerga a tecnologia como uma oportunidade, e não como uma ameaça”, disse. “E acredito que isso seja fundamental, porque, ao analisarmos a história da humanidade, nenhuma geração jamais conseguiu impedir os avanços tecnológicos. Mas isso acontece.”
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“A IA já é uma realidade”, continuou D'Amaro. “E é algo que estamos abraçando, e vocês estão vendo como ela impulsionou esses criativos de maneiras incríveis, e eles abraçaram a inteligência artificial. Se vocês fossem aos estúdios deles hoje e vissem a IA sendo usada, aproveitando 70 anos de história, é nesse momento que a Walt Disney Co. prospera, quando a tecnologia se encontra com pessoas brilhantes e criatividade. E é exatamente nesse momento que estamos vivendo.”
A definição de D’Amaro como sucessor veio de um processo curto no calendário, mas cheio de camadas estratégicas. A escolha foi conduzida por um comitê do conselho que avaliou exclusivamente nomes da própria companhia, colocando na disputa Dana Walden e Alan Bergman, que dividem a presidência da Disney Entertainment, além de Jimmy Pitaro, à frente da ESPN, e o próprio D’Amaro, responsável pela área de Disney Experiences. Embora todos fossem considerados fortes internamente, analistas e fontes do mercado já apontavam Walden e D’Amaro como os nomes mais bem posicionados desde o início da seleção.
O movimento acontece no contexto do retorno de Bob Iger ao cargo de CEO, em novembro de 2022, após a saída turbulenta de Bob Chapek. Antes disso, Iger havia comandado a Disney por 15 anos, entre 2005 e 2020, período marcado por aquisições que redefiniram o grupo, como Pixar, Marvel, Lucasfilm e a 21st Century Fox. Em sua gestão atual, ele passou a lidar com um cenário mais desafiador, que incluiu o esforço para tornar o Disney+ financeiramente sustentável, além de enfrentar greves em Hollywood e disputas com investidores.
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