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Matheus Costa integra elenco de "Juntas e separadas", nova série do Globoplay

Prestes a completar 28 anos, Matheus Costa fala da carreira de duas décadas iniciada aos 7, da diversidade de trabalhos e do novo personagem em "Juntas e separadas", do Globoplay. "Mistura boa de drama e comédia que conquista", adianta o ator

Matheus Costa, ator -  (crédito: Divulgação)
Matheus Costa, ator - (crédito: Divulgação)

Matheus Costa transita com naturalidade entre a comédia e o drama, entre o personagem que arranca risadas e aquele que exige entrega emocional profunda. O ator, que iniciou sua trajetória artística ainda na infância, soma agora mais um trabalho relevante em sua filmografia. Ele está no elenco de Juntas e separadas, nova série original do Globoplay que estreia em 12 de março — dia em que completa 28 anos.

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Na trama, que acompanha quatro mulheres reencontrando seus caminhos após o fim de relacionamentos, Matheus dá vida a Inácio, personagem que surge no entorno desse núcleo central e traz conflitos geracionais e familiares à história. O convite para integrar o projeto, segundo ele, veio acompanhado de uma identificação imediata com o tom da narrativa.

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"O que mais me atraiu foi a relação que ele tem com a família e com o amigo. Eu me vejo muito morando com um amigo, sabe? E, para mim, a minha família é a coisa mais importante que tenho. Essa mistura boa de drama com comédia me conquistou logo na primeira leitura", conta o ator carioca, revelado aos 7 anos, em 2005, na novela América, da TV Globo.

“O que mais me atraiu foi a relação que ele tem com a família e com o amigo. Eu me vejo muito morando com um amigo, sabe? E, para mim, a minha família é a coisa mais importante que tenho. Essa mistura boa de drama com comédia me conquistou logo na primeira leitura”, conta o ator.

Em Juntas e separadas, ele volta a encontrar na ficção um espaço para explorar as complexidades humanas com leveza e profundidade, ao lado de um elenco que inclui Sheron Menezzes, Natália Lage, Luciana Paes, Débora Lamm, Mateus Solano e Bruno Mazzeo. Sob direção de Mini Kerti, com quem já havia trabalhado em Sob pressão, a série chega à plataforma de streaming prometendo emocionar e divertir o público ao contar, acima de tudo, uma história sobre recomeços.

Para compor Inácio, Matheus precisou mergulhar em um universo diferente do seu. “A construção dele foi muito divertida para mim, porque ele tem gostos bem diferentes dos meus, o que me levou a ter novas experiências para entender melhor o mundinho dele. Acabei indo a um samba, por exemplo, coisa que eu nunca tinha feito antes”, diverte-se.

O ator ressalta ainda a importância de contribuir, como homem, para uma história tão centrada nas experiências femininas. “Acho que não só como homem, mas também como filho. O Inácio, ao longo da história, age com bastante egoísmo. Tenho cenas com a minha mãe que são difíceis, porque machuca não só pelo que o filho diz, mas também porque ela está vivendo um momento que só outra mulher consegue entender completamente”, opina.

Sem estar no automático

Com uma carreira que atravessa mais de duas décadas, Matheus faz questão de pontuar que a experiência não torna o processo automático. Pelo contrário. “Na verdade, tive que adaptar muita coisa. Muitas das coisas que eu fazia quando criança já não funcionam mais ou mudaram completamente. Também amadureci como ator e como pessoa. Ganhei mais experiência com personagens difíceis e com protagonismos importantes, como aconteceu em Derrapada. Estudei, me formei em artes cênicas e em cinema e fiz outros cursos, como o da Natalie Portman. Acabei reunindo métodos e aprendizados que formaram o ator que sou hoje. Não vejo o trabalho como algo automático. Cada personagem exige uma nova pesquisa, como se fosse o primeiro. Um ator precisa estar sempre estudando”, argumenta.

Um dos papéis mais marcantes dessa trajetória recente foi Joca, personagem com deficiência intelectual que interpretou em Sob pressão. O trabalho, conduzido com sensibilidade, rendeu comoção e reconhecimento do público. “O Joca vai ficar guardado para sempre comigo. Foi uma jornada muito linda. Foi um personagem muito importante para mim, mas principalmente para quem se sentiu representado por ele.”

Essa busca por personagens que representem desafios é uma constante em sua trajetória: “É o que eu mais gosto de fazer: mudar, virar outra pessoa, contar uma história completamente diferente da minha. Já raspei a cabeça, já pintei o cabelo de laranja e usei lente de contato amarela, já ganhei 20 quilos… e por aí vai. Faz parte do trabalho — e eu amo muito o que faço”.

A versatilidade, para ele, é um dos aspectos mais ricos da profissão. “Ultimamente venho fazendo personagens que me desafiam cada vez mais a aprender coisas novas e a amadurecer profissionalmente. Também tenho muita vontade de explorar outros gêneros. Tenho curiosidade, por exemplo, de fazer um romance. Acho que essa é uma das partes mais legais da profissão: poder explorar tantas possibilidades”, destaca.

Matheus Costa, ator
Matheus Costa, ator (foto: Divulgação)

Premiações

Essa versatilidade se estende também ao teatro, à dublagem e a projetos de alcance internacional. Matheus integrou o elenco de Máscaras de oxigênio (não) cairão automaticamente, série da HBO Max selecionada para o Festival de Berlim, e viveu um personagem com carga dramática intensa. “Essa série foi uma surpresa linda para mim. Meu personagem conta uma história muito importante e que complementa bastante a mensagem final da produção. Fiquei muito feliz por fazer parte de um trabalho tão bonito. O Paka também entra na lista de personagens muito diferentes de mim e desafiadores por outros motivos. A cena do suicídio, por exemplo, foi um grande desafio. Eu nunca tinha feito algo parecido.”

Ele avalia que o reconhecimento internacional de produções brasileiras é reflexo da potência do audiovisual nacional. “O audiovisual brasileiro é muito potente, e ser visto em festivais como o de Berlim, com Máscaras, e ganhar em Liverpool com Derrapada foram demonstrações do talento de toda a equipe. Isso também me deu uma nova perspectiva sobre o quanto a nossa arte pode chegar longe.”

 

Pés no Brasil, olhos no mundo

Fora das telas, o ator também busca se aprimorar em diferentes frentes. Foi aprovado na The Academy, instituição ligada ao Oscar, após um processo seletivo que incluiu testes em inglês. “Ser reconhecido por uma instituição desse peso é uma honra enorme. Sempre tive o sonho de estudar e trabalhar fora do Brasil, embora hoje meu foco esteja 100% no país. Fiz o processo de inscrição e passei por dois testes ao vivo com professores da escola. Foi uma experiência nova e desafiadora atuar em outra língua, improvisar e receber direções em inglês durante os testes. Foi transformador”, comemora Matheus, orgulhoso.

Embora não tenha podido cursar na ocasião por conta de compromissos profissionais, a experiência deixou marcas: “No fim das contas, essa aprovação me mostrou que sou capaz de coisas que eu mesmo não imaginava. Foi um grande incentivo para continuar caminhando na minha carreira e fazendo o que eu amo”.

Enquanto isso, Matheus mantém os pés no Brasil e os olhos no mundo. “Hoje sigo totalmente focado no Brasil e quero cada vez mais mostrar a cultura brasileira para o mundo, como aconteceu com Máscaras de oxigênio (não) cairão automaticamente no Festival de Berlim e com Derrapada, premiado em Liverpool”, finaliza.

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postado em 09/03/2026 15:28 / atualizado em 09/03/2026 16:12
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