
A criação da Funarte, em 1975, mudou os rumos da cultura brasileira com estímulos à produção artística nos mais diversos cantos do país. Roberto Parreira foi um dos idealizadores da instituição, da qual se tornou o primeiro diretor executivo. O advogado e professor carioca morreu no último sábado (25/3), em Brasília, em decorrência de problemas pulmonares. Na sexta-feira (27/3), será realizada missa na Paráquioa Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (EQL 6/8 - Lago Sul).
Roberto atuou como funcionário do Conselho Federal de Cultura, do Ministério da Educação, e, em 1973, foi nomeado diretor do Programa de Ação Cultural (PAC), posto que deixou para formar a Funarte. A primeira passagem pela fundação durou cinco anos e foi marcada por projetos como Pixinguinha, que promovia shows pelo país. Durante a gestão, Parreira também instalou uma sede da Funarte em São Paulo, no prédio da Alameda Nothmann. “Ele entrou com vassoura e tudo”, relembra Suzana Luz, companheira de Roberto por mais de 40 anos.
Em 1980, o destino de Parreira foi a TVE, emissora pública com sede no Rio de Janeiro. Depois de ocupar o cargo de diretor, chegou à presidência. Entre 1982 e 1985, dirigiu a Embrafilme, empresa brasileira de financiamento ao audiovisual. Naquele período, enfrentou problemas com a censura de filmes como Pra frente Brasil, de Roberto Farias, que apontava tortura e desaparecimentos durante a ditadura.
Roberto Parreira trabalhou como subchefe da Casa Civil, na gestão do ministro Marcos Maciel, no governo de José Sarney. Com o presidente Fernando Henrique Cardoso, chefiou o gabinete da vice-presidência por oito anos. Ele encerrou a carreira como assessor de Marcos Maciel no Senado. “Foi um homem ativo e decidido. Sempre gostou de realizar”, comenta Suzana. Em nota, a Funarte, para a qual voltou por um curto período na década de 1980, lamentou a perda: “Nos solidarizamos com a família, amigos, colegas e admiradores desta figura tão importante para as artes brasileiras”.
*Estagiário sob supervisão de Severino Francisco

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