Teatro

Teatro Oficina Perdiz recebe peça gratuita sobre mundo pós-apocalíptico

Peça 'O cabaré do fim do mundo', da Lira Produções Socioculturais, fica em cartaz no Teatro Oficina Perdiz entre quinta-feira (2/4) e sábado (4/4)

Peça 'O cabaré do fim do mundo' estreia nesta quinta-feira (2/4) -  (crédito: Divulgação)
Peça 'O cabaré do fim do mundo' estreia nesta quinta-feira (2/4) - (crédito: Divulgação)

Entre quinta (2/4) e sábado (4/4), a Lira Produções Socioculturais apresenta a peça O cabaré do fim do mundo no Teatro Oficina Perdiz. Na quinta-feira (2/4), o espetáculo começa às 20h; sexta-feira (3/4) e sábado (4/4), às 19h. A entrada é gratuita e os ingressos podem ser retirados pelo site Sympla. 

Ambientada em 2075, a peça apresenta uma sociedade pós-apocalíptica 50 anos depois da guerra dos homens brancos. Um grupo de artistas transforma o centenário Teatro Oficina Perdiz em local de refúgio e resistência: durante o dia, o espaço serve como cortiço; à noite, se transforma num cabaré. 

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A ideia para o espetáculo, explica Naiara Lira, diretora e atriz de O cabaré do fim do mundo, surgiu com o cansaço de ver espetáculos sensuais brasilienses com os mesmos tipos de corpos: brancos, magros, cisgêneros e sem deficiência. “O cabaré do fim do mundo é um espetáculo composto apenas por artistas donos de corpos dissidentes”, define.

A guerra serve como premissa para a construção da narrativa: o importante é que o mundo como conheciam acaba, mas o Teatro segue como espaço de resistência. “Em 2075, as pessoas que habitam o espaço são jovens que têm apenas objetos e histórias de memórias confusas sobre um mundo quadrado, careta e capitalista”, diz Naiara. “O espetáculo não é apenas futurista, ele é pós-apocalíptico. Então não tem mistério: tem cara de lixo e liberdade.”

Quandos os ensaios individuais começaram, a dramaturgia do espetáculo ainda estava sendo construída. “Abdias do Nascimento disse que para se fazer teatro negro, precisamos nos livrar de todas as teorias e tradições teatrais europeias”, conta a diretora. “Como não temos memória escrita das tradições teatrais negras, o convite é ‘tocar tudo como se fosse pela primeira vez’, e foi assim que eu fiz.” Com a definição do elenco principal, construíram uma peça “com início, meio e fim” e puderam seguir para aspectos como trilha sonora, banda e ensaios coletivos juntos ao elenco complementar. 

Serviço

O cabaré do fim do mundo

No Teatro Oficina Perdiz (710 Norte), quinta-feira (2/4), às 20h, e sexta-feira (3/4) e sábado (4/4), às 19h. Entrada gratuita, mediante retirada de ingresso no site Sympla.


*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel

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postado em 31/03/2026 16:46
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