Morreu aos 86 anos, nesta quinta-feira (19/3), Chuck Norris, um dos maiores nomes de produções de ação de Hollywood. A morte foi confirmada pelas redes sociais do artista, que havia sido internado na quarta-feira (18/3), no Havaí. A causa da morte não foi revelada.
"É com o coração pesado que nossa família compartilha a perda repentina do nosso amado Chuck Norris ontem pela manhã. Embora prefiramos manter as circunstâncias em privado, saibam que ele estava cercado por sua família e em paz", diz a publicação. "Para o mundo, ele foi um artista marcial, ator e um símbolo de força. Para nós, foi um marido dedicado, um pai e avô amoroso, um irmão incrível e o coração da nossa família. Ele viveu sua vida com fé, propósito e um compromisso inabalável com as pessoas que amava. Por meio de seu trabalho, disciplina e gentileza, inspirou milhões ao redor do mundo e deixou um impacto duradouro em tantas vidas."
"Embora nossos corações estejam partidos, somos profundamente gratos pela vida que ele viveu e pelos momentos inesquecíveis que tivemos a bênção de compartilhar com ele. O amor e o apoio que recebeu dos fãs em todo o mundo significaram muito para ele, e nossa família é verdadeiramente grata por isso. Para ele, vocês não eram apenas fãs, eram seus amigos", completou a família, pedindo privacidade no momento sensível.
A trajetória de Norris no cinema começou a ganhar projeção internacional ainda nos anos 1970, quando interpretou o vilão de O Voo do dragão (1972) ao lado do amigo Bruce Lee. Antes disso, o ator, nascido no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, havia servido na Força Aérea entre 1959 e 1962. Após deixar o serviço militar, seguiu carreira como lutador profissional, período em que conquistou diversos títulos nacionais e conheceu Lee, que o convidaria para o papel que marcaria sua entrada em Hollywood.
O sucesso de bilheteria de O Voo do dragão impulsionou a carreira internacional de Bruce Lee e colocou Norris como uma aposta promissora no cinema de ação. Nos anos seguintes, ele consolidou esse espaço com papéis de protagonista em produções como Comboio da carga pesada (1977), no qual vive um caminhoneiro em busca do irmão desaparecido, e Os bons se vestem de negro (1978), filme que contou com investimento do próprio ator — movimentos que reforçaram sua viabilidade como estrela em um momento em que os estúdios observavam o crescimento do gênero impulsionado pelo cinema asiático.
A sequência de trabalhos manteve o ritmo ao longo do fim dos anos 1970 e início dos 1980, com títulos como Força Destruidora (1979), Octagon: Escola para Assassinos (1980), O Ajuste de Contas (1981), Fúria Silenciosa (1982), Vingança Forçada (1982), McQuade: O Lobo Solitário (1983) e Invasão U.S.A. (1985). Em 1984, Braddock: O Super Comando se tornou sua franquia mais emblemática no cinema, ganhando continuações nos anos de 1985 e 1988.
Já na década de 1990, Norris migrou para a televisão e se reinventou com a série Chuck Norris: O Homem da Lei (1993–2001). Na produção, interpretou Cordell Walker, um policial de Dallas, no Texas, personagem que voltaria a viver em telefilmes e participações especiais até 2005.
Nos anos mais recentes, o ator passou a fazer aparições pontuais, muitas vezes interpretando a si mesmo, em produções como Yes, Dear (2003), Os Mercenários 2 (2012), Os Goldbergs (2015) e Hawaii Five-0 (2020). Também se manteve em evidência com a popularidade dos “fatos sobre Chuck Norris”, frases humorísticas que exageram sua força e habilidades, exploradas em turnês e participações especiais.
Além da atuação, Norris também investiu na literatura de ação, assinando os livros The Justice Riders (2006) e A Threat to Justice (2007). Ele deixa cinco filhos, entre eles o ator Mike Norris, e a mulher, Gena O’Kelley.
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