
Organizado pela banda brasiliense Capital Inicial, o Festival Música Urbana chega à terceira edição, sempre próximo ao aniversário de Brasília. Este ano, no dia 25 de abril, Capital Inicial, Nando Reis e Chico Chico comandam a festa no Ginásio Nilson Nelson para celebrar o rock brasileiro e o aniversário de 66 anos da capital federal. As duas edições anteriores do festival tiveram ingressos esgotados em 2024 e 2025, em apresentações que contaram com Paralamas do Sucesso, Samuel Rosa e Plebe Rude.
O festival é a recriação de um evento realizado em 1984, em Brasília, que contou com Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial. A canção Música urbana, do Capital Inicial, foi batizada em homenagem ao show. Realizado no teatro do Colégio Alvorada, o show teve os ingressos esgotados
Nesta edição, Nando Reis apresenta o show Nando Hits, passando por diversas fases da carreira, e Chico Chico mostra o novo disco, Let it burn. Os anfitriões da festa finalizaram, no ano passado, a turnê Acústico 25 anos, celebrando o aniversário do disco. Atualmente, Capital Inicial promete novidades com o EP Movimento, com lançamento programado para este ano.
Entrevista//Dinho Ouro Preto
O que o Festival Música Urbana simboliza para vocês? Qual a sensação de chegar à terceira edição?
O Festival, para mim, representa a celebração do rock brasileiro. Acredito que nosso gênero é uma parte importante da música popular brasileira. As bandas, as canções, os compositores são conhecidos de norte a sul do país. Várias músicas, mesmo as compostas décadas atrás, continuam vivas nas vozes das novas gerações. O rock vem lá dos 1960 e bandas e artistas novos continuam aparecendo sempre renovando a cena. Eu gostaria que pudéssemos sempre dar visibilidade a esses novos talentos. Mas o Música Urbana não é estático, pelo contrário, é dinâmico. Quando o Festival surgiu, a ideia era comemorar exclusivamente o rock de Brasília, mas hoje estamos incluindo artistas cujo trabalho se encaixa no estado de espírito do rock de Brasília.
Este ano, teremos Nando Reis e Chico Chico no line up. Como foi a escolha dos artistas para compartilhar o palco com vocês?
Sempre chamamos artistas que gostamos. O Nando é um imenso talento. O Chico Chico também. O que eu gosto do Chicão é a sua mistura de rock, MPB e blues. Ele não é nenhum novato, já foi indicado a alguns Grammys e tê-ló conosco é um privilégio. Tenho certeza que todos vão adorar sua apresentação. Eu inclusive. O Nando, por sua vez, é um dos maiores nomes da minha geração. Além de ter feito toda uma carreira com os Titãs, conseguiu se reinventar e, nas últimas décadas, tem sido um dos principais nomes do nosso gênero. Ele já devia ter sido convidado a participar anos atrás.
Mesmo com anos de carreira, o Capital Inicial se mantém mais relevante a cada dia. Como é alcançar novas gerações de fãs e o que vocês esperam para o ano de 2026 com os novos lançamentos?
No ano que vem o Capital faz 45 anos! Como foi possível chegar aqui, eu não sei. Me espanta na medida que nada foi planejado — era tudo uma diversão de uma garotada que tinha muito a dizer, mas nada pra fazer. E no entanto, o que foi escrito lá atrás e o que continua a ser dito hoje encontra ressonância com várias gerações. Eu espero que, em 2026, possamos levar essa conexão geracional que temos para todos os cantos do Brasil
Brasília é a casa da banda. Qual a sensação de tocar na capital hoje em dia, com uma carreira consolidada em mais de quatro décadas de existência?
Tocar em casa é e sempre será diferente. Em todas as versões anteriores do Festival, eu olho e vejo a estrutura que colocamos de pé, a quantidade de gente presente, e me estarreço com o alcance da nossa música. Várias histórias, memórias e aventuras da nossa adolescência e juventude ficam passando pela minha cabeça. Eu espero, um dia, ter a disciplina necessária para contar essa história toda por completo. Enquanto as pessoas esperam por esse dia, vamos celebrar o rock de Brasília no Música Urbana.
Serviço
Festival Música Urbana
25 de abril, a partir das 21h, no Ginásio Nilson Nelson. Ingressos: a paritr de R$ 90, na Bilheteria Digital

Diversão e Arte
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