
Desde que estreou em 2019, Euphoria nunca foi só sobre drogas, sexo e caos adolescente. Tem algo que vai além do roteiro, uma intensidade quase desconfortável, que parece vir de um lugar muito real.
E quando você começa a olhar para a vida dos atores, tudo encaixa de um jeito meio pesado. Não é só atuação, é vivência, é bagagem emocional sendo transformada em cena. Talvez por isso a série funcione tão bem.
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Angus Cloud
O Fezco poderia facilmente ser só mais um traficante carismático. Mas nas mãos de Angus Cloud, ele virou um dos personagens mais humanos da série. Um cara violento, sim, mas cheio de empatia, e isso não acontece por acaso.
A vida de Cloud foi marcada por dor muito antes da fama. Um acidente grave, que resultou em fratura no crânio, levou ao uso de analgésicos. Daí para o vício foi um caminho perigoso, silencioso e comum demais.
Em 2023, a morte dele aos 25 anos por overdose acidental chocou o mundo. E quando você lembra do Fez, fica impossível separar ator e personagem.
Alexa Demie
A Maddy parece invencível. Segura, dominante, sempre no controle, mas essa é só a superfície, e Alexa Demie sabe bem disso porque viveu algo parecido. A infância dela passou longe de ser fácil.
Ambiente tóxico, exposição a drogas no entorno e uma sensação constante de não pertencimento. Ela chegou a fugir de casa ainda adolescente para escapar disso tudo.
E tem mais: enquanto Maddy parece popular, Demie enfrentou bullying durante anos. Isso muda tudo quando você reassiste certas cenas. A atitude da personagem deixa de ser arrogância e vira defesa.
Chloe Cherry
A Faye entrou em Euphoria quase como alívio cômico, mas rapidamente virou algo mais. E parte disso vem da própria história de Chloe Cherry, com a perda do pai aos 8 anos.
Uma perda precoce que, por si só, já muda completamente o curso de qualquer vida, e isso foi só o começo de uma trajetória marcada por julgamentos e isolamento.
A decisão de entrar na indústria adulta trouxe ainda mais rejeição. Amigos se afastaram, pressão estética aumentou e ela chegou a desenvolver distúrbios alimentares. No fim, a Faye carrega muito mais verdade do que parece.
Hunter Schafer
A Jules é uma das personagens mais complexas da série. Sensível, intensa, imprevisível, e o mais impressionante? Hunter Schafer nunca tinha atuado antes. Mas talvez isso explique tudo.
A atuação dela vem de um lugar muito real. Schafer já falou abertamente sobre sua luta com depressão, algo que não passa, apenas se aprende a conviver. E quando você sabe disso, certas cenas ficam mais difíceis de assistir.
Porque não parece interpretação, parece alguém expondo algo que ainda está em processo.
Zendaya
Como Rue, Zendaya entrega uma das performances de sua carreira. Não à toa, levou dois Emmys pelo papel. Mas fora das telas, a pressão nunca deu trégua. Desde o início da carreira, ela enfrentou racismo, principalmente quando foi escalada como MJ nos filmes do Homem-Aranha.
Além disso, críticas ao corpo e aparência sempre estiveram presentes. É aquele pacote tóxico da internet, e isso pesa. Talvez por isso Rue seja tão crua, tão sem filtro. Porque vem de alguém que entende o julgamento constante.
Alanna Ubach
Suze, mãe da Cassie, traz um equilíbrio estranho entre humor e dor, e isso vem direto da vida de Alanna Ubach. A relação com a própria mãe era complicada. O momento final entre elas foi pesado, uma conversa honesta demais, tarde demais.
Poucos dias depois, sua mãe faleceu. Esse tipo de experiência não some, fica e aparece, de alguma forma, em cada cena onde Suze tenta acertar, mesmo claramente perdida.
Colman Domingo
Ali é o tipo de personagem que fala verdades que ninguém quer ouvir e Colman Domingo entrega isso com uma autoridade absurda. Mas essa firmeza vem de uma vida inteira sendo o diferente.
Na escola, ele não se encaixava. Preferia livros, música, arte, e isso virou motivo de bullying constante. Talvez por isso Ali seja tão direto: ele não romantiza dor,ele encara, porque já passou por isso na vida real.
Sydney Sweeney
A Cassie mudou completamente ao longo da série, e Sydney Sweeney acompanhou essa transformação com uma entrega brutal. Mas o caminho até Hollywood não foi glamouroso.
A família dela passou por dificuldades financeiras sérias após a mudança para Los Angeles, chegaram à falência. O mais pesado: ela acredita que isso contribuiu para o divórcio dos pais.
É o tipo de culpa que não desaparece fácil, e que, de alguma forma, aparece nas escolhas da Cassie.
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Jacob Elordi
Nate Jacobs é facilmente um dos personagens mais odiados da série, e Jacob Elordi faz isso parecer assustadoramente natural. Mas antes da atuação, ele só queria se encaixar.
Em escolas tradicionais, ser interessado em teatro era motivo de zoação. Então ele tentou seguir outro caminho: o esporte. Uma lesão mudou tudo, forçou ele a voltar para a atuação e, ironicamente, foi isso que revelou um dos talentos mais intensos da geração.
Eric Dane
Cal Jacobs é um personagem difícil de engolir, mas Eric Dane conseguiu dar camadas a alguém que poderia ser só odiável. Em 2025, ele revelou um diagnóstico de ELA.
Pouco tempo depois, faleceu devido a complicações da doença. Um fim silencioso, mas pesado. Ele chegou a gravar suas cenas finais para a série e isso dá outro peso quando você assiste. Não foi só atuação, foi uma despedida.

Diversão e Arte
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