Após mais de dez anos desde a última passagem por Brasília, o cantor canadense Mac DeMarco colocou o público do Toinha Show Brasil para cantar junto, nesta quarta-feira (8/4). Passando por clássicos como Ode to viceroy e Heart to heart, até as novidades do álbum Guitar, de 2025, o músico entregou um show recheado de hits.
Em entrevista ao Correio, Mac DeMarco, que está em turnê pelo Brasil pelo selo Balaclava Records, afirma ter boas lembranças do primeiro show na cidade, em 2015, e que mesmo em nova fase, ainda mantém a mesma paixão pela música.
“Acho que as coisas mudaram, Não muito, na verdade”, reflete. “Acho que estou tentando ser mais eu mesmo. Como aquela música dos Beatles diz: aja naturalmente”.
Bastaram alguns acordes da distinta guitarra do cantor para que o público reconhecesse e cantasse as músicas do início ao fim, inclusive cantarolando riffs como o de Chamber of reflection. E se em 2015 choveram cigarros no palco (outra marca registrada de DeMarco), dessa vez foram discos de vinil de artistas da MPB que foram jogados aos montes pelos fãs.
Entre uma música e outra, o canadense, vestindo calças de gari, apanhava um disco de cantores nacionais como Chico Buarque, Jorge Ben Jor e Gal Costa. Até um bolinho recheado foi parar nas mãos do músico, que o dividiu com o baixista Daryl Johns.
Por falar nisso, a nova banda que o acompanha nos palcos também foi um dos pontos altos do show. O público aproveitou para gritar em coro o nome do guitarrista Pedro Martins, nascido no Gama, que acompanha Mac DeMarco desde 2021. Também compõem o grupo, o guitarrista e tecladista Alec Meen e o baterista Phillippe Melanson.
Coqueluche indie
Quando estourou na década passada, com álbuns como 2 (2012) e Salad Days (2014), DeMarco inaugurou uma nova fase na música indie. Com riffs melódicos e o efeito chorus na guitarra, o cantor e guitarrista conquistou uma legião de fãs e logo surgiu uma leva de artistas que faziam referências diretas ao som do canadense.
“Eu fui pego pela agitação da coisa toda. Havia essas bandas que as pessoas diziam que pareciam comigo. Eu escutava e dizia: ‘O quê? É isso que vocês ouvem quando escutam minha música? Jesus Cristo!”, brinca. “O que eu tentava mostrar é que é fácil, você também pode fazer isso. E as pessoas fizeram. Então, missão cumprida”.
No show desta quarta, ficou claro que as baladas românticas e reflexivas, como The first time e Moonlight on the river vieram para ficar no repertório. O que não mudou desde 2015, foi o carisma do canadense nos palcos. Embora mais contido, Mac não deixou de fazer piadas e conversar com o público durante toda a apresentação.
“Prometo que não vamos mais esperar onze anos para voltar aqui”, afirmou o cantor antes de emendar as últimas músicas do show.
Confira o setlist apresentado:
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Shinning;
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For the first time;
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Sweeter;
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On the level;
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Phantom;
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Salad days;
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I like her;
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No other heart;
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Rock and roll;
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Still beating;
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Passing out pieces;
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Home;
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Heart to heart;
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Knockin;
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Ode to viceroy;
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One more love song;
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Another one;
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Rooster;
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Freaking out the neighborhood;
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Holy;
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Chamber of reflection;
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My kind of woman.
