Mariana Reginato
Com elenco de peso e trazendo um filme de ação para o catálogo do cinema nacional, Rio de sangue, com direção de Gustavo Bonafé, aborda o narcotráfico, garimpo e as forças do amor materno. Na trama, Giovanna Antonelli interpreta Patrícia Trindade, policial afastada que foge para o Pará em busca de segurança e para se reconectar com a filha Luiza, médica que auxilia populações indígenas. Tudo se transforma quando Luiza é sequestrada por garimpeiros, e Patrícia precisa voltar à ativa para salvar a filha.
Em cartaz nos cinemas, Rio de sangue marca o retorno de Giovanna Antonelli para as telonas, selecionando projetos que a interessam profundamente. "Eu não tenho interesse em fazer por fazer. Esse projeto me provocou e isso hoje é uma escolha. O cinema exige uma entrega diferente. Voltar com uma personagem como a Patrícia é voltar em outro lugar", comenta a triz. Para uma personagem tão intensa, Giovanna trabalhou menos a força e mais os limites da personagem. "A força dela não é estética. É instinto. Teve preparação física, claro. Mas o lance foi entender o estado emocional dessa mulher quebrada, tentando se reorganizar no meio do caos.
Para Giovanna, estar na Amazônia cria outra atmosfera para o longa. "Gravar na Amazônia não é cenário. É presença. Você sente o ambiente, o isolamento, a ausência de controle. E isso passa para o filme. O que mais me marcou foi perceber até onde uma pessoa vai quando tudo que ela ama está em risco", observa a atriz.
Alice Wegmann, que interpreta a filha de Patrícia, aceitou rapidamente o convite quando descobriu que seria filmado no Pará, com direção de Gustavo Bonafé. "Meu trabalho já tinha me levado para quase todas as regiões do Brasil, para o Norte eu só tinha ido a turismo. Sabia que seria uma experiência diferente de tudo e foi. Sou muito grata a nossa equipe e a todos os paraenses que nos receberam de braços abertos", conta Alice. Apesar da tensão das cenas, Alice relembra que o dia a dia de gravações foi muito divertido, com direito a mergulhos no rio e nos igarapés no almoço ou no fim das diárias.
Felipe Simas, ator do personagem Baleado, relembra com alegria os dias na Amazônia. "A história de Rio de sangue é bem pesada e densa, então precisávamos de um set que nos tirasse do peso da trama. E foi isso que vivemos. Um set cheio de carinho e confiança, rodeado pela incrível Floresta Amazônica", comenta.
O ator acredita que a tensão e a ação estão presentes desde o início do filme. Rio de Sangue, é um filme que nos coloca diante de diversas problemáticas que o mundo tem enfrentado, como é o caso do narcotráfico, do garimpo ilegal e da devastação das nossas florestas e áreas de preservação ambiental, por exemplo", ressalta. "É uma realidade que, muitas vezes, parece distante, mas que quando somos colocados de frente para ela, nos surpreendemos e nos damos conta de que precisamos fazer algo para mudar essa triste realidade", finaliza Simas.
Entrevista / Gustava Bonafé
O que o inspirou a contar essa história? Qual a importância de falar sobre esse tema na atualidade?
Eu acho que a primeira inspiração mesmo do filme, e é importante ressaltar aqui que eu fui um diretor convidado e não sou o autor do roteiro e da ideia original, era fazer um filme de ação genuinamente brasileiro e que tratasse da questão do garimpo e das invasões de terras indígenas, com uma protagonista feminina. Então,tudo isso já tem uma importância enorme em nosso país, vemos poucos filmes de ação com protagonistas femininas no Brasil, acho que até no mundo, e o tema é importantíssimo, é atual, ainda acontece. É uma questão ainda no nosso país, e acho que tem um lugar onde ele é chama a atenção do público, que se interessa pela Amazônia, por essas questões dos povos originários, até por esse folclore que tem em torno do garimpo, da questão da busca do ouro, desse dinheiro que em teoria é fácil e rápido, mas que na verdade atropela muitas vidas e muitas questões.
Você escolheu grandes nomes para essa produção. O que você buscava na escolha do elenco?
Eu acho que a escolha do elenco sempre parte primeiro de encontrar atrizes e atores que estejam à altura do personagem, que vão agregar àquele personagem. A partir disso, óbvio, quando você casa isso com grandes nomes e com pessoas que já pegam para a produção, pessoas que o público já busca assistir e que gosta de ver na tela. Isso é sempre melhor para o filme, uma vez que a gente quer que ele seja assistido por muitas pessoas.O que eu buscava na escolha sempre foi esse lugar de dar legitimidade aos personagens, de fazer com que consigamos acreditar neles, que a dramaturgia do filme salte aos olhos do espectador.
Com o filme nos cinemas, o que você espera que o público sinta com Rio de sangue?
Espero que o público se emocione, que o público viva junto com os personagens dessa história e se conscientize, por outro lado, também, das situações todas que a gente tem ainda na Amazônia. Espero que todos contemplem a beleza que é a Floresta Amazônica também, porque isso está presente no filme, como se fosse um personagem. Também espero que as pessoas sintam esse amor da mãe pela filha e também as crueldades todas que o filme demonstra. É um longa para você se envolver mesmo, uma peça de entretenimento com um fundo socio-político, mas, primordialmente, uma peça de entretenimento, um filme sobre mãe e filha, sobre relações afetivas e com muita ação também, com muito tiro, porrada e bomba, como a gente diz. Espero que o público se sinta envolvido dentro da história.
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