Em 2017, estreava no YouTube a animação Sociedade da virtude. Uma paródia das tradicionais histórias em quadrinhos, a produção, recheada de humor, conta as aventuras dos super-heróis imperfeitos de Megalópolisville, protagonistas dotados de poderes peculiares. Quase 10 anos depois, o desenho animado ganha um novo capítulo na nova série da HBO Max e ao [adult swim] — nela, os poderosos deixarão de lado as diferenças para formar uma equipe contra a maior ameaça de todas: o bilionário Lucas Lang Lume, que quer dominar o mundo com uma megacorporação sombria.
Parodiar a cultura pop, o universo dos super-heróis e o mundo em que se vive hoje. Esse, define o criador Ian SBF, é o intuito da Sociedade da virtude. "A animação é uma junção de tudo que eu gosto e que eu gostaria de ver na TV, mas ainda não tinha encontrado", explica o diretor, roteirista e produtor, conhecido pelo trabalho no canal Porta dos Fundos. "É uma união de tudo o que a gente sempre gostou, tendo as histórias em quadrinho como eixo central", continua o co-criador Thobias Daneluz. "E essa série é, de certa forma, o modo prime de toda a trama. É a nossa melhor versão até o momento", afirma.
Aos que já acompanhavam a animação, Ian adianta que os novos episódios dão continuidade para o que já vinha sendo feito. "Por outro lado, também estamos começando uma série nova", explica o criador. "Outro dia, a gente estava discutindo se essa nova leva de capítulos era um reboot (reinício) ou um retcon (continuidade retroativa) da história. Mas não é nenhum dos dois. Quem já nos acompanhava vai ver uma evolução e, para quem não conhecia, o seriado contará do que se trata esse universo", descreve o roteirista.
Autoral e afetiva
"Sempre foi o sonho da minha vida fazer a Sociedade da virtude", declara Ian. "A gente, de certa forma, está revisitando nossa infância, contando histórias da nossas vidas, então acaba que esse projeto toca em um lugar muito pessoal para mim", destaca o diretor. Para Thobias, é um orgulho acompanhar os desdobramentos que a história autoral, criada a quatro mãos, tomou. "Não criamos tudo do zero, obviamente, porque sempre fizemos uma paródia, então tínhamos um ponto de partida", detalha o criador.
"Mas, se formos ver pelo ponto de vista técnico, a gente realmente sempre criou tudo. Emplacar um trabalho, sabendo de onde ele veio, é motivo de orgulho. E não tem como não pensar em trabalhar mais para que dê ainda mais certo", finaliza Thobias.
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