Do Goiás profundo às ruas do Distrito Federal, a trajetória de Chaiany de Andrade é feita de recomeços. A ex-participante do Big Brother Brasil 26 que se tornou um dos fenômenos de popularidade da edição deste ano alcançou a marca de 3,8 milhões de seguidores nas redes sociais — e o primeiro milhão veio antes de qualquer outro "pipoca" da sua temporada.
Chaiany tentou entrar no BBB em 2025, ao lado da irmã Maria Luiza, mas foi na segunda tentativa, em voo solo, que participou da Casa de Vidro montada no Conjunto Nacional, em Brasília. Perdeu para Jordana, também moradora do DF, mas conquistou uma vaga após enfrentar o temido Quarto Branco.
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Mas, para Chai, como é carinhosamente chamada pelos fãs, o verdadeiro prêmio não coube em uma conta bancária recheada de zeros. Saiu da casa mais vigiada do país com algo que considera infinitamente mais valioso: a reconciliação com a própria família. A ex-BBB não levou o montante do primeiro lugar, mas levou para a vida um resgate afetivo que ela mesma define como inegociável.
Nascida em Formosa (GO), Chaiany foi ainda bebê para São João d'Aliança (GO), onde viveu os primeiros anos. Aos 3, mudou-se para o Vale do Paranã, em uma chácara que o pai ganhou do Incra, por meio de um programa de reforma agrária que destinou a terra gratuitamente à família. Ali viveram até 2010. Enquanto o pai trabalhava montando câmara fria em Brasília, a família tocava a roça.
Aos 15, no entanto, a vida de Chaiany tomou um rumo inesperado. Grávida de Lara, que completa 10 anos em julho, viu-se num pequeno povoado de apenas 150 habitantes. Foi o pai quem a levou para o DF, onde recomeçaria.
Saudade que virou sucesso
No programa, Chai não escondeu as origens nem o orgulho do lugar que a acolheu. Quando perguntada sobre o que mais sentia falta durante o confinamento, a lista é afetiva e endereçada: "Eu sentia muita saudade da Ceilândia, Taguatinga, Feira dos Goianos. Em frente à feira da Ceilândia, no centro, tem uma pastelaria. Sentia falta de estar em casa, de poder andar na rua, conversar com todo mundo, ir na barbearia do meu amigo Eltinho, sentir saudade do shopping JK".
Para a ex-BBB, Brasília tem um tempero único: "Eu peguei as gírias, peguei o costume de comer muito hambúrguer. Eu acho que nenhuma cidade tem tanto trailer que nem Brasília. Qualquer hora, madrugada inteira. Peguei esse costume de frevo", declara ao Correio, referindo ao famoso "frevo", gíria brasiliense para confusão ou baderna, mas usada no dia a dia com bom humor.
Agora vivendo mais tempo entre o Rio de Janeiro e São Paulo, Chai ainda está avaliando as possibilidades de investir na capital federal. "Eu ainda estou vendo minhas possibilidades sobre Brasília, sobre investir em algo. Logo mais, eu trago novidades."
O roteiro perfeito de Chai
Se pudesse levar alguém para conhecer o Distrito Federal em um dia, a ilustre candanga não hesita: "Eu começaria onde eu morei, no Sol Nascente, trecho 3. Ia subindo: Feira do Produtor, Feira da Ceilândia, JK Shopping, Feira dos Goianos. Aí eu levava na Esplanada, levava para ver os pontos turísticos de Brasília, no Pontão. Levaria para ver o Lago Paranoá, passear de lancha. Não que eu já tenha passeado, mas um dia eu vou. Também é meu sonho ficar naquele hotel lá, aquele vermelhão chique frente ao lago", diverte-se.
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