CHORO

Projeto leva apresentações musicais para estudantes da rede pública

Iniciativa pretende despertar nos alunos do ensino fundamental II e do ensino médio o interesse pela cultura popular brasileira por meio do Choro

O som do cavaquinho, do violão de sete cordas e do pandeiro vai ganhar espaço dentro das salas de aula do Distrito Federal. O projeto Choro Vai às Escolas levará apresentações musicais, aulas formativas e rodas de conversa para estudantes da rede pública do Cruzeiro, Gama e Taguatinga, aproximando os jovens de um dos gêneros mais tradicionais da música brasileira.

Realizada com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), a iniciativa pretende despertar nos alunos do ensino fundamental II e do ensino médio o interesse pela cultura popular brasileira por meio do Choro, considerado patrimônio musical do país. A proposta une música, educação e memória cultural em encontros que misturam informação e apresentações ao vivo.

À frente do projeto está o músico e professor Augusto Contreiras, um dos fundadores do Clube do Choro de Brasília e referência histórica do violão de sete cordas na capital. Professor da rede pública e licenciado em história, ele conta que a ideia nasceu da própria experiência em sala de aula.

"No ano passado, inseri o conteúdo sobre a origem do choro para uma turma do ensino médio e percebi um grande desconhecimento dos alunos sobre o gênero musical e também sobre o violão de 7 cordas", explica Augusto.

Segundo ele, os encontros foram pensados especialmente para adolescentes, com uma linguagem acessível e dinâmica. A programação será dividida em dois momentos: uma breve aula sobre a origem do Choro e uma apresentação musical intimista do Grupo Aperto de Mão.

"Não será uma aula em nível universitário. Queremos que os estudantes saiam com informações mínimas sobre a origem do choro e com um despertar maior para a música instrumental brasileira", afirma.

As apresentações também terão um diferencial visual. Inspirados no início do século 20, os músicos subirão ao palco com figurinos semelhantes aos usados pelos artistas da época. A ideia, sugerida pela cantora Célia Rabelo, é aproximar ainda mais os estudantes do contexto histórico do gênero musical.

Além do caráter educativo, o projeto aposta na inclusão cultural. Todas as atividades contarão com intérprete de Libras e audiodescrição. Os músicos pretendem aproximar os estudantes com deficiência dos instrumentos utilizados nas apresentações.

"Queremos permitir que eles ouçam os instrumentos de perto e, se possível, possam tocá-los. Não será apenas uma aula informativa, mas uma experiência mais interativa", destaca Augusto.

As ações serão conduzidas pelo Grupo Aperto de Mão, formado por músicos com longa trajetória no cenário do choro brasiliense. Integram o grupo Célia Rabelo, Léo Benon, Fernando Machado, Tonho Affonso, Augustinho Rodrigues e o próprio Augusto Contreiras.

Ao circular por escolas públicas do Cruzeiro, Gama e Taguatinga, o projeto reforça a conexão entre cultura, educação e cidadania, mostrando às novas gerações que o choro continua vivo, atual e capaz de dialogar com diferentes públicos.

As apresentações ocorrem em 11 de junho, no CED 08 do Gama; e em 16 de junho, no CEMIT Taguatinga.

 


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