
Emergência 53 é a nova aposta do Globoplay voltada para o universo médico. Comandada por Claudio Torres, Andrucha Waddington e Marcio Maranhão, que também estiveram à frente do sucesso Sob pressão, a série trata da realidade do trabalho de socorro à população nas ruas. Ao longo de 10 episódios, chamados chegam a todo momento pelo telefone, e as equipes lideradas pela Dra. Irene (Yara de Novaes) precisam salvar vidas em situações extremas, ao mesmo tempo em que transportam pacientes nas ambulâncias em buscas de vagas em hospitais para atendimentos urgentes.
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Apesar de fazerem parte de um mesmo universo, Emergência 53 "não tem nada a ver com Sob pressão", garante Andrucha. Segundo o diretor, a novidade é voltada para ação e conflito interno, diferentemente da série que rendeu uma indicação a Marjorie Estiano no Emmy Internacional. "É sobre um grupo de pessoas que compõem um time, uma família, que salvam pessoas na rua", explica o também roteirista.
Para Claudio, o seriado se difere não só de Sob pressão, como também de outras produções médicas ao focar no trabalho dos socorristas. "Já existiram filmes e séries sobre isso? Sim. Mas nenhuma que se passa no Brasil", defende o diretor. "Mostramos como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) atende tanto as camadas menos favorecidas quanto as mais ricas. Ninguém fica de fora. E essa foi a nossa chance de trafegar entre todos os muros", afirma.
Marcio ressalta que, muitas vezes, o Samu é o único braço do Estado que consegue adentrar certos territórios, onde a população tem pouco acesso à saúde pública. "São lugares em que a gente encontra desigualdades e contextos sociais completamente diferentes. Queríamos justamente fazer uma série que conseguisse retratar tudo isso", conta. "É o serviço que tem a possibilidade de chegar onde o tráfico manda e teoricamente ninguém entraria, ao mesmo tempo que outras equipes podem estar socorrendo alguém rico. A gente consegue fazer um painel social do Brasil por meio de cada atendimento", pondera Andrucha.
Preparação
Ana Hikari, que interpreta Duda, a mecânica chefe do quartel-general, precisou tirar a categoria D da carteira de habilitação, para veículos de transporte de passageiros com mais de oito lugares, para as filmagens. "Fiz 20 aulas de autoescola dirigindo ônibus. Fiquei muito nervosa para a prova, porque estava marcada para dois dias antes da minha mudança para o Rio de Janeiro, então, se eu reprovasse, já era", relata.
Segundo Ana, a aventura, apesar de desafiadora, foi gratificante. "As cenas da ambulância são muito impactantes para a série. A gente entrega a adrenalina que a urgência desses atendimentos na rua tem. Muitos diálogos acontecem enquanto a gente está no veículo, e o fato de a gente ter dirigido, de fato, trouxe um um ritmo muito legal."
Ana destaca que outros colegas também aprenderam novas habilidades no processo de gravação. "A Raquel (Villar) estava costurando uma banana e o Emilio (Dantas) treinando uma reanimação cardiopulmonar (PCR), enquanto eu estava debaixo de uma ambulância aprendendo a mexer com óleo. Então, cada um de nós está preparado para o fim do mundo depois dessa série", ri a atriz.
Na trama, todos esses personagens são comandados pelo trabalho de Irene, médica e chefe da unidade. "É uma personagem que eu me identifico muito, porque é muito apaixonada pelo que faz, muito idealista. A premissa dela é salvar vidas, e ela vai fazer isso", define Yara. Durante as filmagens, a atriz também revela ter vivido "coisas que nunca imaginava precisar fazer na vida". "Tive que descer de rapel, me afundar em um carro, usar um desfibrilador…", lista.
Convidada especialíssima
Para além de Irene como médica, a série mergulha na vida pessoal da protagonista — a personagem vive preocupada com a mãe, que enfrenta uma doença degenerativa grave. "Um dia, Cláudio disse que tinha um presente para mim. Ele falou: 'Sua mãe vai ser a Fernanda Montenegro'. Caramba…", lembra a atriz. Dona Laura, mesmo com a saúde debilitada, é uma senhora que rompe padrões e busca se divertir no bingo escondida da filha.
Genro de Fernanda, Andrucha resume a sogra como "uma devota do ofício". "Ela é fanática pelo trabalho dela. E é uma força da natureza. É um prazer e uma honra tê-la como participação especial na série", declara. "É muito fácil dirigir minha mãe", complementa Claudio, filho da atriz. "Ela já vem pronta. E vocês podem aguardar, porque teremos surpresas."
Os seis primeiros episódios de Emergência 53 já estão disponíveis no Globoplay, sendo o primeiro aberto, inclusive, para não assinantes. Na quinta-feira (27/8), os outros quatro chegam ao streaming.

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