Victor Sparapane atravessa um dos períodos mais intensos de sua trajetória artística em 2026. Com 18 anos de carreira recém-completados, o ator circula com desenvoltura entre múltiplas linguagens e suportes, acumulando projetos no cinema, no teatro, na televisão, no streaming e no audiovisual vertical, além de uma produção internacional que ganhou visibilidade em um festival nos Estados Unidos.
Entre os trabalhos de maior repercussão está o curta-metragem Dreamless memories, dirigido por Nestor Luiz e selecionado para a mostra oficial do Indie Short Fest, em Los Angeles. No filme, Victor contracena com Bruna Altieri, Nelson Freitas e André Ramiro. Com roteiro assinado por Bruna Altieri e Nestor Luiz, a obra é descrita como uma narrativa não cômica sobre narcolepsia, fugindo dos tons habituais associados ao tema.
No palco, o ator se dedica à estreia de O fingidor, peça de Samir Yazbek que entra em cartaz em 9 de outubro. Vencedor do Prêmio Shell de Dramaturgia, o texto ambienta-se em novembro de 1935, na semana que antecede a morte de Fernando Pessoa, e tece uma trama que mescla ficção, literatura e os diversos heterônimos do poeta.
Victor interpreta Ricardo Reis, um dos mais célebres disfarces literários de Pessoa. Sobre o processo, ele comenta: "Estudo Pessoa há anos e sempre volto à mesma pergunta: por que um homem precisa de tanta gente pra dizer o que sente? Estou em investigação com o Reis, ainda não cheguei a lugar nenhum. Por enquanto é só sei que nada sei — o que, no caso dele, é quase uma fala de cena".
No cinema, o ator integra o elenco de um novo longa-metragem dirigido por Armando Fonseca, ao lado de Vitória Strada, Milhem Cortaz, Sophia Abrahão, Gilda Nomacce e André Ramiro. O projeto aposta em uma "comédia desromântica", subvertendo clichês do gênero romântico tradicional.
Protagonismo vertical
Na televisão, Victor fez uma participação especial em Quem ama cuida, novela das 21h da TV Globo, vivendo Breno. A ocasião marcou seu reencontro em cena com Agatha Moreira, com quem não contracionava desde Malhação, há mais de 10 anos.
Mas é no audiovisual vertical, formato no qual se firmou como um dos precursores no Brasil, que Victor brilha. Paralelamente, ele protagoniza no Globoplay a novelinha Icônica: de faxineira à fashionista, interpretando Giovani Barreto. Essa é sua primeira experiência como protagonista em uma produção do ecossistema Globo, consolidando sua presença no streaming nacional.
Ele também retorna ao ReelShort como protagonista de A herdeira que bloqueou o marido. Sua trajetória nesse nicho ganhou destaque especialmente com A vida secreta do meu marido bilionário, fenômeno que impulsionou a visibilidade do microdrama brasileiro.
Ao longo de sua carreira, Victor Sparapane coleciona passagens por produções de grande porte na tevê, como Jesus, Jezabel, Gênesis e Reis, na Record, além de ter integrado o elenco de Cidade invisível, da Netflix, na qual deu vida a Manaus, o Boto-Cor-de-Rosa.
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