Oficinas

Ecos Ancestrais encerra programação com oficinas gratuitas

Criado pelo grupo Zenga Baque Angola, projeto Ecos Ancestrais busca divulgar a tradição do maracatu

O projeto Ecos Ancestrais, criado pelo Zenga Baque Angola com o objetivo de transmitir os conhecimentos e práticas do maracatu-nação, encerra as atividades do ciclo atual com oficinas gratuitas nesta sexta-feira (4/9), de 18h às 22h, e sábado (5/9), de 15h às 19h, na Casa de Cultura do Guará. As inscrições podem ser feitas por meio de formulário virtual. 

Nesta sexta-feira, Mameto Nadja Baléginam e Rifula Idákijan, artistas de Pernambuco, ministram a oficina Do fundamento ao desfile — elementos do cortejo do maracatu-nação. A atividade apresenta os personagens, figurinos, história, religiosidade e estrutura dos cortejos das nações de maracatu de baque virado. “É uma vivência baseada na oralidade, no diálogo, na qual os participantes terão a oportunidade de dialogar diretamente com a rainha e a dama de paço do Maracatu Leão da Campina”, conta Alessandra Rosa, regente do Zenga Baque Angola. 

Sábado (5/9), o mestre Hugo Leonardo e o submestre Ajenbê, ambos da Nação de Maracatu Leão da Campina, de Pernambuco, lideram a oficina de baque angola. A experiência é voltada aos fundamentos e prática do baque, com a apresentação de instrumentos típicos do maracatu e as características do baque da Nação Angola. Não é necessário que os participantes tenham experiência prévia com os instrumentos para integrar a atividade. 

Para Samia Gomes, sub-regente do Zenga Baque Angola, as oficinas encerram o Ecos Ancestrais com “chave de ouro”. “Nossos convidados estão chegando diretamente de Recife para trazer sua vivência e compartilhar seu conhecimento. O público poderá compreender o maracatu em sua dimensão cultural, histórica e musical de forma coletiva”, diz. 

Realizado ao longo de 2026, o Ecos Ancestrais promoveu quatro oficinas de percussão e 15 ensaios abertos. “Conseguimos cumprir nosso principal objetivo de fortalecer e difundir o Maracatu de Baque Virado no Distrito Federal, promovendo formação, preservação da ancestralidade e acesso gratuito à cultura”, afirma Samia. “Fortalecemos a trajetória do nosso grupo, Zenga Baque Angola, e também o elo entre Brasília e Pernambuco.”

Serviço

Ecos Ancestrais

Do Zenga Baque Angola. Sexta-feira (4/9), de 18h às 22h; sábado (5/9), de 15h às 19h, na Casa de Cultura do Guará (Guará 2, QE 25). Inscrições por meio de formulário virtual (aqui e aqui). 


*Estagiária sob supervisão de Nahima Maciel

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