O filósofo Rodrigo Nunes lança uma nova edição do livro Do transe à vertigem nesta terça-feira (29/9), às 18h30, no Auditório IPOL, na Universidade de Brasília (UnB-Prédio IPOL/IREL, área 1, Campus Darcy Ribeiro). No livro, Nunes analisa as bases do bolsonarismo e aponta que a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro não eliminou as condições que alimentam a extrema direita. Segundo o autor, o movimento mantém seu apelo emotivo e sua força na base da sociedade. Durante o evento, também será lançado Cartografia da extrema direita (Contracorrente), com os autores Rodrigo Nunes, Isabela Kalil e Marina Basso Lacerda. O debate contará também com as professoras Flávia Biroli e Marisa von Bülow.?
Nunes, professor da PUC-Rio e da University of Essex, argumenta que a extrema direita funciona como uma estratégia perversamente racional para a gestão do colapso do capitalismo tardio e da crise climática. A obra conecta esse fenômeno a desdobramentos recentes, como o 8 de janeiro no Brasil, a consolidação de Javier Milei e o retorno de Donald Trump.
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Novas análises da extrema direita
A edição atualizada traz contribuições teóricas e empíricas para analisar o cenário global. O livro aprofunda a discussão sobre o papel da raça e da religião na constituição do bolsonarismo, além de analisar a aplicabilidade do conceito de fascismo.
Outro ponto explorado é a hipermasculinidade reativa, presente em subculturas como a “machosfera” e o mundo “red pill”. O autor também apresenta uma teoria sobre como a lógica dos algoritmos e a economia da atenção colonizaram as subjetividades, instituindo uma política de reações extremas e baixa consistência.
A obra investiga ainda como as transformações no mundo do trabalho alimentam a extrema direita e alteram o próprio sentido de empreendedorismo. Longe de ser um diagnóstico passivo, o livro propõe um balanço estratégico para a esquerda, defendendo que é essencial deixar para trás as fantasias da extrema direita para encarar os problemas atuais.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
