Pesquisa

Atividades culturais presenciais disparam e atraem 88% dos brasileiros

Estudo nacional revela avanço expressivo de shows e museus em todo o país; busca por bem-estar e novos lugares impulsiona público aos eventos

O crescimento presencial recebeu impulso de shows musicais, cuja frequência subiu de 45% para 51% -  (crédito:  Minervino Junior CB/DA Press.)
O crescimento presencial recebeu impulso de shows musicais, cuja frequência subiu de 45% para 51% - (crédito: Minervino Junior CB/DA Press.)

A presença dos brasileiros em eventos culturais presenciais atingiu 88% nos últimos 12 meses, superando o patamar de 84% registrado em 2025. O dado integra a 7ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais, realizada pelo Observatório Fundação Itaú com suporte técnico do Datafolha, a partir de entrevistas com 2.448 pessoas em todas as regiões do país.

O crescimento presencial recebeu impulso de shows musicais, cuja frequência subiu de 45% para 51%. As visitas a centros culturais saltaram de 26% para 32%, enquanto idas a museus alcançaram 21% e exposições de arte chegaram a 31%. Em espaços públicos, eventos ao ar livre reuniram 63% da população. Pela primeira vez, o levantamento investigou a presença em patrimônio histórico (39%), pontos de cultura (38%), rodas de samba (30%) e bailes funk (9%).

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Consumo digital e motivações

No ambiente virtual, ouvir música on-line manteve a liderança com 85% das menções, seguido por filmes em streaming (76%) e séries on-line (73%). Na rotina presencial, a maioria de 59% realiza ao menos uma atividade cultural por mês. A decisão de participar é motivada por razões como: conhecer novos lugares (48%), relaxar e diminuir o estresse (44%), buscar novas experiências (38%) e adquirir conhecimento (37%).

Barreiras e disparidades de acesso

O estudo revela fortes contrastes socioeconômicos. Nas classes A/B, 97% frequentaram atrações presenciais, índice que cai para 82% nas classes D/E. O cinema reflete a maior distância, com diferença de 45 pontos percentuais: 63% dos indivíduos de maior renda foram às salas de exibição, contra 18% da faixa D/E. O teatro registrou 41% na classe A/B ante 17% na D/E, enquanto museus marcaram 35% e 14%, respectivamente.

Questões financeiras aparecem como o principal obstáculo presencial (35%), seguidas por insegurança e violência (30%). O medo de assaltos na região do evento preocupa 47% dos entrevistados, enquanto o receio de violência contra mulheres ou assédio subiu para 27%. Em relação ao território, ruas e praças concentram 68% das experiências, embora 33% dos brasileiros apontem a inexistência de equipamentos culturais na região onde moram.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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postado em 15/10/2026 09:15 / atualizado em 15/10/2026 11:16
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