ELEIÇÕES 2026

Sem declarar voto, Carlinhos Maia cita Lula e relembra uso de políticas públicas

Influenciador rebateu acusações de ter recebido Pix e citou trajetória de vida para explicar dúvida no 2º turno de 2026

Carlinhos Maia afirmou que ainda não definiu em quem votará no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. O influenciador, que reúne mais de 36 milhões de seguidores no Instagram, comentou a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nesta quarta-feira (7/10), ao responder a uma mensagem em que foi acusado de apoiar o presidente em troca de dinheiro.

A cobrança partiu de um seguidor, que sugeriu que Carlinhos teria recebido um Pix para defender Lula. O influenciador exibiu a mensagem nas redes sociais e rejeitou a tentativa de enquadrá-lo automaticamente em um dos lados da disputa. Ao explicar a própria posição, afirmou que sua trajetória pessoal e a condição atual como empresário fazem com que ele enxergue argumentos apresentados por campos políticos distintos.

Antes de entrar diretamente na escolha entre os dois candidatos, Carlinhos criticou o que considera uma inversão de prioridades no debate político. Para ele, discussões sobre comportamento e costumes muitas vezes ganham mais espaço do que problemas relacionados aos serviços públicos.

“Vocês adoram votar em políticos que fingem ver. É a família tradicional brasileira, cheia de amantes, raparigas e putas, e roubando o mundo todo. Lutando por quem usa ou não usa o banheiro. A saúde está esquecida, educação está esquecida, saneamento básico está esquecido”, iniciou Carlinhos.

Da dependência de políticas públicas à vida como empresário

Ao justificar por que não declarou apoio imediato a nenhum dos candidatos, Carlinhos recorreu à própria experiência. Ele contou que, em um período de dificuldades financeiras, tanto ele quanto a mãe precisaram de políticas públicas. Embora diga que "não atribui a ascensão econômica ao assistencialismo", o influenciador reconheceu a importância que esse tipo de auxílio teve em sua vida.

A situação, segundo ele, é diferente atualmente. Carlinhos afirmou que se tornou empresário, emprega diversas pessoas e passou a compreender determinadas propostas associadas à direita a partir dessa nova realidade profissional. Ao mesmo tempo, disse que sua orientação sexual também interfere na maneira como percebe parte desse campo político.

“Só que hoje eu estou rico. ‘Ah, foi por causa do assistencialismo?’ Não, mas eu precisei, minha mãe precisou. E aí eu sou patrão e aí eu tenho que pensar como alguém de direita, porque hoje tenho muitos funcionários e entendo algumas coisas que a direita traz, mas, ao mesmo tempo, eu sou viado. E aí o pessoal de direita, que comeu c* escondido muitas vezes, fica enchendo o saco”, disparou.

Sem voto definido

Carlinhos também colocou em dúvida a continuidade de Lula no poder e disse considerar a possibilidade de uma mudança no comando do país. A ponderação, porém, não se traduziu em apoio a Flávio Bolsonaro.

Ao longo da manifestação, o influenciador criticou ainda as cobranças recebidas de pessoas identificadas com diferentes posições políticas. Segundo ele, sua decisão no segundo turno passa tanto pela lembrança do período em que dependeu de políticas públicas quanto pelas preocupações que passou a ter depois de se tornar empresário.

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