TAGUATINGA

Ocupação Cultural Mercado Sul Vive celebra aniversário

O Mercado Sul, inaugurado em 1958, chegou a ser o principal centro de abastecimento de Taguatinga, mas, com os anos, sofreu com transformações e abandono

Ocupação Mercado Sul Vive celebra 11º aniversário -  (crédito: Webert da Cruz)
Ocupação Mercado Sul Vive celebra 11º aniversário - (crédito: Webert da Cruz)

Para comemorar o 11º aniversário da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, a comunidade promove, neste sábado, os lançamentos de uma exposição e um fotolivro inédito que documentam a história do Beco da Cultura, como também é conhecido o Mercado Sul de Taguatinga. A celebração tem início hoje, às 10h, e vai até às 23h, na QSB 12/13, com entrada gratuita.

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A programação do evento começa com a Oficina de Samba Mirim com as crianças na Casa Kaluanã, de 10h às 12h; seguida da Feira de Troca de Fotografias com o Coletivo Nós por Nós, de 14h às 18h; e os lançamentos do Fotolivro Mercado Sul: um chão de cores, memórias do Beco da Cultura de Taguatinga (DF) e Exposição Chão de Cores - Mercado Sul: memória, cultura e movimento, às 15h. A partir de 17h, tem início as apresentações musicais, com shows de Aya Puntare, Bloco da Onça Preta, Sambadeiras de Roda, Maracatu do Boiadeiro Boi Brilhante, MC Garnet, Ramona Jucá e DJ Fraktal. 

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O Mercado Sul, inaugurado em 1958, chegou a ser o principal centro de abastecimento de Taguatinga, mas, com os anos, sofreu com transformações e abandono. Nos anos 2000, teve início um movimento cultural de ocupação de espaços por artistas, coletivos e moradores; é nesse contexto que, em 2015, nasce a Ocupação Cultural Mercado Sul Vive. "A produção cultural no Mercado Sul nasce da prática coletiva: mutirões, assembleias, ecofeiras, rodas de samba, maracatu, ballroom, hip-hop, teatro, artes visuais, formação popular e ações de cuidado com o território", explica Webert da Cruz, jornalista e fotógrafo idealizador do projeto. 

O fotolivro, organizado por Webert e Ana Noronha, envolveu entrevistas com artistas e moradores, pesquisa em acervos, coleta de arquivos antigos, digitalização de fotografias e a curadoria de imagens recentes. "A narrativa do livro não é linear no sentido tradicional; ela é sensorial e territorial. Quem lê percorre as camadas do Mercado Sul — passado comercial, abandono, ocupação, reconstrução coletiva e movimento cultural hoje", afirma Webert.

A exposição Chão de Cores - Mercado Sul: memória, cultura e movimento reúne o trabalho de 13 artistas, com fotos e textos que registram a trajetória cultural e transformações sofridas pelo Mercado Sul. "Algumas enfatizam o registro documental; outras exploram estética, cor, movimento e experimentação artística. Há diferenças de técnica, abordagem e tempo histórico das imagens, mas todas partem de um olhar comprometido com o território", diz o jornalista. "Essa diversidade é justamente o que fortalece a mostra: múltiplas narrativas que constroem um mosaico coletivo sobre o Beco da Cultura."

Aniversário Ocupação Mercado Sul Vive 11 Anos - Edição Chão de Cores

Sábado, de 10h às 23h, na Ocupação Cultural Mercado Sul Vive (QSB 12/13, Taguatinga Sul). Entrada gratuita. 

*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco

 


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postado em 21/02/2026 04:20
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