
Para celebrar duas décadas de proteção às florestas do país, a exposição O Brasil das Florestas: 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro leva ao Museu Nacional da República um pouco da história de uma instituição crucial para a saúde da flora nacional. Com curadoria de Cinara Barbosa, a mostra reúne trabalhos de 16 artistas do Distrito Federal e faz parte de uma extensa pesquisa dedicada aos acervos institucionais de Brasília.
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Dividida por duas salas do museu, a exposição traz documentação e material fotográfico que ajudam a contar a trajetória do SFB, além de objetos pertencentes ao acervo do órgão, mas também um conjunto de obras de arte que estabelecem diálogo com os temas da preservação, do manejo sustentável e da proteção ao meio ambiente. "A ideia é mostrar um pouco da trajetória da instituição. É uma celebração, mas também revela um pouco para a sociedade o que é a ideia de gestão do patrimônio natural, falando em termos gerais da própria instituição", explica a curadora.
Parte da exposição é dedicada ao uso da madeira e traz trabalhos que têm o material como suporte. Carrancas como as do lavrador Chico Silva, esculturas, pinturas de Galeno e uma matriz de José Ivaci fazem parte desse núcleo. "Procurei trazer artistas que operam com a madeira pela própria materialidade dela, seja pela escultura, seja no quadro, bidimensional. E outra linha é a ideia dos artistas viajantes, fazendo uma relação com a própria história da arte, artistas que têm a floresta como manancial de sua investigação", explica Cinara.
Além desse segmento cujos artistas trabalham com a materialidade da madeira, há outro dedicado aos que fazem dos três maiores biomas brasileiros — Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia — campos férteis de produção artística. "São artistas que ora vão representar, ora vão se mover a partir de alguns elementos desses biomas", diz Cinara, que trouxe para a exposição nomes como Enthony Sousa, Carlo Batistella, Christus Nóbrega e Aislan Pankararu, com uma peça recentemente incorporada ao acervo do Museu Nacional.
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O repertório imagético da natureza estimula a ideia de representação que aparece também em obras mais convencionais, como as aquarelas de Isabela Couto com registros científicos feitos para um livro sobre a Amazônia e o caderninho de anotações de Gisel Carriconde, preenchido durante uma expedição à Mata Atlântica. Além disso, a curadora incluiu, ainda, os objetos feitos com casca de árvore e madeira de Yashira que, aos 90 anos, segue denunciando o descaso com o Cerrado. "Interessava-me pontuar como essa mulher é pioneira de um pensamento ecológico do Centro-Oeste e vem de uma época em que se falava de outro tipo de ecologia", avisa a curadora.
Serviço
O Brasil das Florestas: 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro
Curadoria: Cinara Barbosa. Visitação até 1º de abril, de terça a domingo, das 9h às 18h30, no Museu Nacional da República
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