
O ator Diogo Vilela e a produtora Marília Milanez começaram a trabalhar em Cauby, uma paixão, em 2020. A pandemia obrigou todos ao isolamento e a dupla, parceira há 32 anos, decidiu que o repertório do cantor seria um ponto de acolhimento diante do medo instalado pela covid-19. Diogo já havia feito um espetáculo biográfico sobre a vida de Cauby, no qual cantava algumas músicas, mas o show foi uma outra produção. A primeira versão foi transmitida em live e vista por mais de 400 mil espectadores. Relaxado o isolamento, o misto de peça de teatro e show ganhou o Brasil e desembarca neste fim de semana em Brasília para duas apresentações no SESC Paulo Autran, de Taguatinga.
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No palco, Vilela, que estuda canto lírico há 33 anos, canta e dá voz a um repertório que tem preciosidades como Conceição, A pérola e o rubi, Molambo, Samba do avião, Eu e a brisa, New York, New York, Onde anda você e Força estranha, uma coleção de canções que encantou o Brasil. Uma banda comandada pelo maestro Roberto Bahal acompanha o ator ao vivo. Barítono e dono de uma voz capaz de alcançar extensão vocal de duas oitavas, Vilela garante que não se trata de imitar Cauby, mas de cantar igual ao músico. "Eu não imito, faço uma mimese. É uma coisa que sinto como ator, sou um ator que gosta de transformação, não sou um ator naturalista", explica.
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O ator trabalhou a voz para alcançar os tons graves e potentes dos quais Cauby era capaz, mas fez isso com certa facilidade. "Eu tenho um material vocal privilegiado e consigo copiar todos os glissandos do Cauby. Claro que ele é único, não existe voz igual. Mas consigo fazer o timbre dele. E ouvi, durante anos, ele cantando. O repertório é lindo e é um show romântico. Fala de paixão, que era o que a gente sentia por ele", avisa o ator. Nascido em frente aos microfones da Rádio Nacional, um dos mais performáticos e poderosos cantores do rádio, Cauby morreu em 2016, quatro anos antes de Vilela e Marília idealizarem o espetáculo, mas chegou a ver a peça biográfica encenada pelo ator. Eles ficaram amigos e o próprio Cuaby doou a Vilela elementos do figurino usados, hoje, durante o show, inclusive a peruca. "Uso tudo dele em cena, anéis, tudo que ele usava", conta Vilela.
Serviço
Cauby uma Paixão
Com Diogo Vilela. Amanhã, às 20h, e domingo, às 19h, no Teatro SESC Paulo Autran (Taguatinga CNB 12, Área Especial ). Entrada gratuita, mediante retirada de ingressos. Não recomendado para menores de 12 anos

Diversão e Arte
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