Artes cênicas

Festival de teatro no Sesc reúne programação com peças do DF

Festival de Teatro do Sesc terá apresentação de oito espetáculos  produzidos no DF

Caísa Tibúrcio se inspirou em histórias de família -  (crédito: Diego Bresani)
Caísa Tibúrcio se inspirou em histórias de família - (crédito: Diego Bresani)

A segunda edição do Festival de Teatro do DF tem início nest sábado (10/10) com uma programação que reúne oito espetáculos em apresentações em cartaz até 18 de outubro no Teatro Sesc Paulo Autran, em Taguatinga. A seleção foi feita entre 60 inscrições e a curadoria escolheu grupos que refletissem a diversidade da produção local. "Buscamos temáticas contemporâneas. Estamos falando da educação, do poder, das pessoas com autismo, do meio ambiente. Essa seleção tem a missão de buscar encontrar um termo que consiga permear essas especificidades todas", avisa Lucas Isaksson, diretor geral e idealizador do festival. 

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No programa, estão Outro Lear, de Humberto Pedrancini, Enluarada: uma epopeia sertaneja, de Caísa Tibúrcio,  Espectro de ser, de Mattoso Ribeiro e Lidia Olinto, Pedra p(Á)rida, de Camila  Guerra, Aurora, de Julie Wetzel, Entregador, de Rodolfo Godoi, Atrás das paredes, com texto de Santiago Serrano e direção de Sérgio Sartório, e Galhada, em tempos de fissura, de  Alice Stefânia, do Teatro do Instante. 

Mostrar a excelência e a qualidade da produção artística do Distrito Federal é um dos objetivos do festival, que, na primeira edição, em 2024, levou ao palco espetáculos de seis grupos. Amanhã, Humberto Pedrancini sobe ao palco com Outro Lear, uma versão adaptada para o clássico de William Shakespeare. Com dramaturgia de Yuri Fidelis, a peça, que no original conta com 11 personagens, tem agora apenas um, o próprio Lear, que contracena com imagens em vídeo e vive o rei despótico que quer provas do amor das filhas para escolher uma herdeira. "Esse homem tão altivo, tão tirano, vai ganhando camadas de vida por meio do sofrimento, percebe que as coisas às quais ele dava valor, na verdade, não tinham, que as filhas são cruéis", contou Pedrancini ao Correio, quando estreou a peça, em 2025. "É uma tragédia. A grande questão é o homem diante de si mesmo, quais são os valores verdadeiros, o que significa ter poder, riquezas, mas estar vazio de amor, afeto, compreensão do mundo."

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No domingo (11/10), é a vez de Enluarada: uma epopeia sertaneja, um projeto antigo de Caísa Tibúrcio inspirado nos clássicos gregos Ilíada e Odisseia, na cultura popular mineira e nas histórias da própria família. A peça nasceu em 2019 e, desde então, a diretora e atriz emendou várias temporadas. "É uma história simples, uma história de amor, uma moça que se apaixona por um vaqueiro pobre e eles vêm para Brasília", contou Caísa.  "Conto a história e, ao mesmo tempo, me misturo com ela."

 


  • Enluarada, de Caísa Tibúrcio
    Enluarada, de Caísa Tibúrcio Foto: Diego Bresani
  • Outro Lear, de Humberto Pedrancini
    Outro Lear, de Humberto Pedrancini Foto: @jamesclickphoto
  • Humberto Pedrancini vive o rei Lear
    Humberto Pedrancini vive o rei Lear Foto: @jamesclickphoto
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postado em 09/10/2026 06:00
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