
Práticas, versáteis e cheias de possibilidades, as saladas conquistam espaço para além das entradas e dos acompanhamentos. Com combinações que passeiam por diferentes culinárias e ingredientes, elas podem protagonizar o almoço ou o jantar sem deixar de lado a leveza. De massas a vegetais variados, os pratos mostram que há muito mais para explorar nesse universo, com opções capazes de surpreender tanto pelo sabor quanto pela apresentação.
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No Same Same, restaurante voltado para a culinária do Sudeste Asiático, a regra é clara: os pratos precisam despertar no público a vontade de comer até a última garfada. “Uma boa salada combina vegetais frescos com proteína, ingredientes que dão energia e uma mistura gostosa de texturas”, pondera a proprietária Raquel Siqueira. “Os molhos e temperos são os responsáveis por deixar longe a ideia de ser “só uma saladinha”, afirma a sócia.
Davi Neves, proprietário do The Plant, que tem como foco a alimentação saudável e saborosa, defende que uma salada completa precisa oferecer uma boa variedade de nutrientes, especialmente proteínas, fibras, carboidratos e gorduras boas. “O segredo está no equilíbrio entre esses ingredientes, para que o prato seja saudável, nutritivo e realmente satisfaça como uma refeição”, pontua o sócio.
Para Oswaldo Scafuto, proprietário do Grupo Santé, é importante que a salada vá além das folhas para ser considerada uma refeição completa e satisfatória. “É importante ter criatividade na escolha dos ingredientes e dos molhos, para que o prato seja atrativo e prazeroso. Acreditamos que comer de forma leve não significa abrir mão de uma experiência gastronômica saborosa e bem elaborada”, declara.
Para matar a fome de um elefante
Em tailandês, “chang” significa elefante. No Same Same, restaurante que tem como destaque pratos emblemáticos do Sudeste Asiático, como os tradicionais pad thai e bibimbap, a palavra dá nome ao que a proprietária Raquel Siqueira descreve como “a melhor salada do mundo”. Um dos destaques do menu, o prato leva 20 ingredientes especiais, entre eles macarrão bifum e udon, broto de alfafa, pepino, cenoura, ovo, gergelim, tomate, vagem, croutons, amendoim, gengibre e limão.
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Ainda de acordo com Raquel, a chang (R$ 64,90) é “aquele saladão cheio de cor, sabor e textura”. “Tudo vem com molho sweet chilli e um toque de tamarindo. O destaque é a mistura de frescor, crocância, acidez e uma picância leve — cada garfada tem uma surpresa”, adianta a proprietária. “E o nome não é por acaso: é um prato tão generoso que mata a fome de um elefante, ou até dois!”, brinca a proprietária.
Para acompanhar, a sugestão é o chei fresh (R$ 14), que leva gengibre, laranja e limão. “É uma bebida refrescante, feita para acompanhar os sabores intensos e levemente picantes da salada”, garante Raquel.
Para além das folhas
No Fuego Alma e Vino, que aposta na parrilla argentina e uruguaia, a brasa dá espaço para pratos frios como a salada Fuego (R$ 63), que leva mix de folhas frescas, shimeji passado na parrilla, tomates assados, tangerina desidratada, pipoca de arroz cateto e redução de aceto balsâmico. “Para ser considerada uma refeição completa e satisfatória, uma salada precisa ir além das folhas e reunir ingredientes que ofereçam diferentes nutrientes, sabores e texturas”, opina o sócio Leandro Pompeo.
De acordo com ele, na composição da salada da casa, o mix de folhas frescas contribui com fibras, vitaminas e minerais, enquanto o shimeji, rico em proteínas, acrescenta proteínas vegetais e sabor. A pipoca de arroz cateto, por sua vez, entra como fonte de carboidratos, que são importantes para fornecer energia.
“Já os tomates assados e a tangerina desidratada complementam a salada com nutrientes e um contraste de sabores, enquanto a redução de aceto balsâmico dá o toque final. O resultado é uma combinação leve, saborosa e que proporciona maior saciedade, mostrando que uma salada também pode ser protagonista da refeição”, afirma o proprietário.
Textura, sabor e valor nutircional
No The Plant, o objetivo é oferecer ao público uma alimentação saudável e saborosa, com ingredientes de qualidade e insumos orgânicos de produtores locais. Em meio ao cardápio diverso, com opções para o almoço, lanche e jantar, a salada camarão marroquino (R$ 56) é uma das principais alternativas para quem busca uma refeição completa, leve e saborosa, de acordo com o proprietário Davi Neves.
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Segundo o sócio, o destaque do prato está na combinação do camarão com o cuscuz marroquino orgânico que é utilizado na casa. "Isso traz textura, sabor e mais valor nutricional à receita", afirma Davi. Para acompanhar a salada, a sugestão é a kombucha de hibisco e frutas vermelhas da Ewe (R$ 18), marca da Chapada dos Veadeiros.
Verdadeiras refeições
O Sallva Bar & Ristorante, às margens do Lago Paranoá, no Pontão do Lago Sul, vai além da vista privilegiada de um dos principais cartões-postais de Brasília. No estabelecimento que completou 10 anos de portas abertas, recentemente, a união entre a culinária italiana e brasileira também dá vez para as saladas, que são “verdadeiras refeições”, assegura a chef Fabi Pinheiro.
O menu oferece opções individuais e para compartilhar, com a possibilidade de acrescentar um grelhado ao prato, entre carne bovina, frango empanado, peixe ou marisco. A sugestão da chef é a salada italiana (entre R$ 45 e R$ 80), com mix de folhas, tomatinhos, cenoura, azeitonas pretas, manjericão, presunto Parma, mussarela de búfala, redução de balsâmico e molho italiano. No tempero, a receita leva azeite, limão, semente de mostarda e orégano.
Para acompanhar o prato, Fabi indica os drinques sem álcool da casa, como o moscow fresh (R$ 28), com limão, açúcar de gengibre, água com gás e espuma de gengibre, ou o sunset (R$ 28), que leva suco de laranja, limão e Monin de morango.
Simplicidade e frescor
Populares no mundo todo, as saladas gregas conquistam ao unir simplicidade, frescor e ingredientes típicos da culinária mediterrânea. No Zante, restaurante que tem como proposta ser uma fidedigna taverna do país europeu, a garida orzo (R$ 62,90), à base de massa orzo, muito popular na Grécia, entrega “saciedade, proteína e produtos hiper frescos”, de acordo com a proprietária Carolina Klavdianos.
“A massa parece um arroz de risoto e é misturada com camarões salteados, tomatinhos cereja, manjericão, queijo tipo feta em cubos e cebola roxa”, descreve a sócia. Para harmonizar, Carolina sugere um dos 12 rótulos de vinho grego branco que fazem parte da carta do restaurante, a partir de R$ 120.
Mix de sabores e texturas
Em meio a receitas contemporâneas, que têm como inspiração culinárias de diversas partes do mundo, o menu do Santé também encontra espaço para as saladas que valem por uma refeição completa. A poulet et lardon, por exemplo, disponível nas versões individual (R$ 30) e para duas pessoas (R$ 56), combina mix de folhas, frango desfiado, crisps de bacon, tomate-cereja, croutons e molho especial.
O destaque, segundo o proprietário Oswaldo Scafuto, está na combinação de ingredientes: “É o que proporciona diferentes sabores e texturas, além de tornar a salada mais substanciosa. É uma escolha ideal para quem deseja uma refeição leve, mas sem abrir mão do sabor e da sensação de saciedade”. Para harmonizar, a sugestão do sócio é o Pizzato Allumé Sauvignon Blanc (R$ 184).
“Leve, fresco e com acidez marcante, o vinho branco equilibra a intensidade do bacon e a cremosidade do molho especial, enquanto suas notas cítricas e herbáceas complementam o frescor das folhas e do tomate-cereja”, avalia Oswaldo.
Para os que buscam uma opção sem álcool, a soda italiana de maçã verde zero açúcar (R$ 26) também harmoniza bem com o prato. “Refrescante e levemente ácida, a bebida contrasta com os sabores mais intensos do frango e do bacon”, garante.
Salada argentina
No Caminito, restaurante que tem como destaque a tradicional parrilla argentina, quem busca por uma refeição mais leve também tem vez. A salada Caminito (R$ 49,90) leva mix de folhas, legumes, tomatinhos sweet grape, palmito, bacon, parmesão, batata palha e crispy de alho-poró, acompanhados de molho à base de mostarda, mel e laranja.
Onde comer?
Caminito Parrilla
Avenida das Araucárias, 635 — Águas Claras
SIG, quadra 8, lote 2375
De segunda a quinta, das 11h às 15h e das 18h à 0h
Sexta e sábado, das 11h à 1h
Domingo, das 11h às 22h30
CLS 404, bloco A, loja 13
CLN 403, bloco D, térreo
De segunda a quinta, das 11h à 0h
Sexta e sábado, das 11h à 1h
Domingo, das 11h às 22h30
Fuego Alma e Vino
CLS 112, bloco A, loja 3
De segunda a sábado, das 12h às 23h30
Domingo, das 12h às 17h30
Sallva Bar & Ristorante
Pontão do Lago Sul
De domingo a quinta, das 11h à 0h
Sexta e sábado, das 11h à 1h
Santé
CLN 413, bloco A, loja 40
De terça a quinta, das 12h às 22h30
Sexta e sábado, das 12h à 0h
Domingo, das 12h às 16h30
Setor de clubes Esportivos Sul, Trecho 2 – Orla da Ponte JK
Terça e quarta, das 12h às 22h30
Quinta, das 12h à 23h
Sexta e sábado, das 12h à 0h
Domingo, das 12h às 22h
Same Same
CLS 402, bloco E, loja 59
De segunda a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 23h
Sexta e sábado, das 12h às 15h e das 19h às 23h
Domingo, das 12h às 16h
The Plant
CLS 103, bloco C, loja 36
CLN 109, bloco B, loja 15
Todos os dias, das 11h às 22h30
Zante Taverna Grega
CLS 405, bloco D, loja 6
Segunda, das 11h30 às 15h30
De terça a sexta, das 11h30 às 22h30
Sábado, das 12h às 16h e das 19h às 22h30
Domingo, das 12h às 16h30 e das 19h às 21h30
Diversão e Arte
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