Muito além de substituir ingredientes de origem animal, a culinária vegana é um convite a explorar novos sabores, texturas e combinações à mesa. Leguminosas, vegetais, sementes, grãos e especiarias ganham protagonismo em preparações que surpreendem pela criatividade, pela variedade e pela riqueza de aromas. Com técnicas que valorizam o potencial de cada ingrediente, o veganismo mostra que é possível criar pratos saborosos, nutritivos e cheios de personalidade.
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Para Davi Neves, sócio do The Plant, o segredo da culinária vegana está em conhecer os ingredientes, explorar os temperos, brincar com as texturas e dominar as técnicas de preparo. "É olhar para cada produto e enxergar as inúmeras possibilidades que ele oferece. Com criatividade e cuidado, até os mais simples podem se transformar em pratos surpreendentes", garante o proprietário do restaurante.
Carolina Bernardes, sócia da Faz Bem, defende a desconstrução da ideia de que a comida vegana é sem graça, restritiva ou se resume à salada. "É uma culinária como qualquer outra", afirma a responsável pelo restaurante. "Depois que você experimenta novos sabores e sai do óbvio do dia a dia, descobre que esse tipo de gastronomia pode ser surpreendente, tanto pelos sabores quanto pela variedade de ingredientes e possibilidades", acrescenta Jamille Avelino, proprietária do Cannelle Veggie & Co.
Celebrado neste domingo, o Dia Mundial do Veganismo é uma oportunidade de conhecer os segredos dessa cozinha, que amplia horizontes e revela novas possibilidades para a alimentação. Por isso, nesta semana, o Divirta-se Mais preparou uma seleção de restaurantes da cidade que atendem o público vegano. Confira!
Comer bem é para todos
Embora o menu do The Plant tenha uma presença predominante de proteínas animais, o restaurante também oferece opções vegetarianas e veganas. “A nossa ideia é mostrar que comer bem pode ser uma experiência prazerosa para todos, e não apenas para quem segue uma dieta específica”, afirma o proprietário Davi Neves. “Para nós, o importante é que cada prato seja pensado com cuidado, tenha sabor e proporcione bons momentos a quem está à mesa”, continua.
Segundo Davi, o prato vegano mais pedido na casa é o arroz meloso (R$ 48), feito com arroz arbóreo no molho romesco, almôndegas de berinjela defumada, tomate seco e azeite de ervas. Para harmonizar, a sugestão do proprietário é o drinque batizado em homenagem ao restaurante. O The Plant (R$ 30) leva o gin brasiliense Méric, extrato artesanal de acerola, suco de laranja, limão tahiti e espuma de chá Berry Fields Tea Shop.
“Acredito que a gastronomia ganha quando existe espaço para diferentes tradições, técnicas e escolhas alimentares. Mais do que colocar uma cozinha em oposição à outra, vale reconhecer o que cada uma tem de interessante a oferecer e manter a curiosidade para descobrir novos ingredientes, combinações e possibilidades”, acrescenta Davi.
A diversidade da cozinha vegetal
Há 12 anos, a Faz Bem tem como missão mostrar ao público da cidade que é possível comer bem, com sabor e qualidade, sem utilizar ingredientes de origem animal. A casa, localizada na 407 Norte, trabalha com um bufê temático 100% vegetal, que trabalha com uma inspiração diferente a cada dia, passando pelas culinárias oriental, mediterrânea, brasileira, africana, árabe e latina.
No cardápio, que muda diariamente, algumas opções que ganham destaque são o cassoulet de feijão branco com linguiça de soja, berinjela empanada, guacamole, tagine de grão-de-bico, pastel de shimeji, ratatouille de legumes e estrogonofe de brócolis com tofu. O quilo sai a R$ 79,90. “Buscamos mostrar toda a diversidade da cozinha vegetal”, afirma a proprietária Carolina Bernardes.
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“Trabalhamos com grãos, leguminosas, vegetais, hortaliças, cogumelos, castanhas, sementes e tantos outros ingredientes. Nossa proposta é mostrar, na prática, que a cozinha vegetal pode ser rica, criativa, saborosa, acessível e cheia de identidade”, defende.
Para acompanhar, a sócia do restaurante indica as kombuchas Brizze (R$ 19) e os sucos Sucopira (R$ 12). “Acreditamos na força dos produtores locais e na importância de criar conexões com negócios que compartilham dos nossos valores, contribuindo para uma alimentação mais consciente e justa para todos”, ressalta Carolina.
Além do restaurante, a Faz Bem trabalha com um empório de congelados, queijos vegetais, sobremesas e outras delícias para viagem.
Confeitaria saborosa e criativa
O que começou como um serviço de encomendas, em 2013, especialmente de mini cupcakes veganos, rapidamente se materializou em uma loja física, na 213 Norte. A Cannelle Veggie & Co tem como lema mostrar que a confeitaria vegana pode ser tão saborosa, criativa e encantadora quanto qualquer outra. Queríamos quebrar o preconceito de que produtos sem ingredientes de origem animal são necessariamente sem graça ou sem sabor”, conta a proprietária Jamille Avelino.
Ao longo dos 13 anos em atividade, a casa ampliou o cardápio e passou a oferecer também opções sem trigo, sem açúcar e sem soja, acolhendo públicos com diferentes restrições e necessidades alimentares. Hoje, o carro-chefe são os milk shakes, com destaque para o cocomaltine (R$ 34,90), receita original da confeitaria.
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“O sorvete de baunilha que usamos no milk shake é feito na casa. O granulado, à base de leite de coco artesanal, cacau em pó e açúcar, também. Uma combinação incrível de sabores em uma bebida cremosa que todo mundo prova e se apaixona”, garante Jamille. Outros destaque do cardápio são o bolo classic meio amargo (R$ 28,90), o cookie de baunilha com gotas de chocolate (R$ 19,90) e o cinnamon roll (R$ 16,90).
Hambúrgueres cheios de sabor
Pioneiro na hamburgueria vegana em Brasília, o Kundanliní do Cerrado Vegano tem como objetivo oferecer aos brasilienses uma experiência que conquiste tanto os adeptos da dieta sem produtos de origem animal, quanto os demais públicos. “Nosso diferencial está no sabor, na qualidade dos ingredientes e no carinho com que preparamos cada lanche. Queremos que as pessoas descubram que a comida vegana pode ser surpreendente, saborosa e acessível a todos”, afirma o proprietário Edson Gomes.
O maior mito que a hamburgueria procura desconstruir, aponta o sócio, é o de que a comida vegana é sem graça, sem sabor ou se resume a saladas. “No Kunda, mostramos diariamente que é possível preparar hambúrgueres suculentos, crocantes e cheios de sabor sem utilizar nenhum ingrediente de origem animal. Nossa ideia é simples: conquistar primeiro pelo sabor e, a partir dessa experiência, despertar uma reflexão sobre nossas escolhas alimentares e o respeito aos animais”, explica o proprietário.
Segundo ele, um dos maiores sucessos da casa é o crispy (R$ 44,90): “É um hambúrguer vegano com sabor e textura que lembram o frango empanado, com uma crocância irresistível. É um lanche que surpreende principalmente quem ainda não conhece a culinária”.
Para acompanhar, o sócio recomenda a kombucha Jeyy, no sabor guaraná (R$ 20,90). “É uma bebida refrescante que combina muito bem com a crocância e o sabor do crispy”, afirma.
Receita de família
De portas abertas desde 2011, o Supren Verda, um dos pioneiros da alimentação vegana em Brasília, faz parte da história de uma família que, há seis gerações, fez da alimentação sem produtos animais uma escolha de vida. “Acreditamos que alimentar-se não deve ser apenas um ato de consumo, mas uma oportunidade de cuidar de si, respeitar os demais seres vivos e contribuir para uma relação mais equilibrada com a natureza”, defende a proprietária Beatriz Riedel.
Receitas, temperos, aromas e sabores preservados na memória da família, adepta de uma alimentação integralmente à base de plantas, são o ponto de partida das delícias do menu. “Nossa proposta é fazer uma releitura dos hábitos alimentares brasileiros, cuja riqueza cultural é extraordinária, demonstrando que podemos preservar a identidade de nossa culinária e, ao mesmo tempo, utilizar exclusivamente ingredientes de origem vegetal”, explica a sócia.
Segundo ela, entre os pratos mais pedidos, estão os risotos, as pizzas, os nhoques e as trufas preparadas com proteínas vegetais. “São opções que conquistam tanto as pessoas que já adotam a alimentação vegana quanto aquelas que desejam conhecer novas possibilidades gastronômicas”, afirma. O restaurante também preza pelo uso de ingredientes orgânicos, alimentos integrais e preparações sem glúten.
“Queremos demonstrar que é possível reunir sabor, criatividade, consciência ambiental, respeito aos animais e cuidado com a alimentação em uma experiência gastronômica prazerosa”, finaliza Beatriz.
Para beber e saborear
Primeiro gastrobar vegano do Centro-Oeste, o Aflora Bar tem como objetivo mostrar os variados sabores da comida feita à base de ingredientes frescos e naturais. Em ambiente ao ar livre, o restaurante conta com um menu composto por receitas surpreendentes e uma carta de drinques recheada de opções autorais. "Embora não trabalhemos com insumos de origem animal, todos os nossos pratos são bem temperados e carregados de muito sabor", garante o proprietário Vitor Albuquerque.
Entre as delícias do cardápio, Vitor destaca a entrada caravela (R$ 67,90 — 4 pessoas), feita com creme de burrata com molho pesto e tomate confitado. O prato é acompanhado por porção de torrada. Para harmonizar, a indicação fica por conta do drinque da casa jamburujá (R$ 34,90), com cachaça de jambu, maracujá, limão e xarope simples.
Onde comer?
Aflora Bar
CLN 107, bloco B, loja 49
de quarta a domingo, das 17h às 0h
Cannelle Veggie & Co
CLN 213, bloco A, lojas 21 a 25
Todos os dias, das 8h30 às 20h
Faz Bem
CLN 407, bloco E, loja 59
De terça a sábado, das 11h às 15h
Kundanliní do Cerrado Vegano
CLN 406, bloco E, loja 6
De segunda a sábado, das 17h às 22h30
Domingo, das 17h às 22h
Supren Verda
CLN 203, bloco D, loja 53
De segunda a sábado, das 11h às 14h30 e das 16h às 21h30
Domingo, das 11h às 15h
The Plant
CLS 103, bloco C, loja 36
CLN 109, bloco B, loja 15
Todos os dias, das 11h às 22h30
