
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informou, em nota, que detectou, no fim de dezembro, um “volume atípico de postagens” nas redes sociais com menções à entidade e a seus representantes. Embora não cite casos específicos, a manifestação ocorre no contexto da liquidação do Banco Master.
Segundo a federação, o dado foi apurado a partir de monitoramentos periódicos realizados com o apoio de empresas especializadas, que acompanham conteúdos relacionados à atuação da entidade e do setor bancário.
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No período apurado, instituições e autoridades envolvidas no caso passaram a ser alvo de ataques nas redes sociais às vésperas da virada do ano. A ação, concentrada em cerca de 36 horas, utilizou perfis conhecidos por impulsionar conteúdos de celebridades para questionar a credibilidade de órgãos como o Banco Central e a própria Febraban.
A federação afirmou ainda que avalia se as publicações registradas naquele intervalo “caracterizariam ou não eventual ataque coordenado à entidade”, observando que, nos dias seguintes, houve “redução significativa daquele volume atípico”.
A Febraban ressaltou que não realiza monitoramentos específicos sobre eventuais movimentos coordenados envolvendo outras instituições ou autoridades. “Os levantamentos feitos para a Febraban são para consumo interno e não são divulgados pela entidade”, diz a nota.
Influenciadores
Paralelamente, influenciadores alinhados à direita relataram ter recebido propostas para disseminar, em seus perfis, a narrativa de que o Banco Central teria agido de forma precipitada ao decretar a liquidação do Master.
O vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), publicou um vídeo em seu perfil no Instagram no qual afirma ter sido procurado por uma empresa para produzir conteúdos em defesa do Banco Master e contra o BC, responsável pela liquidação da instituição no fim do ano passado.
Segundo ele, o contato ocorreu em 20 de dezembro de 2025, por meio de seu assessor, com a apresentação de uma empresa que se dizia especializada em “gerenciamento de reputação para um grande executivo” e que estaria contratando influenciadores para esse trabalho.
Com cerca de 1,7 milhão de seguidores no Instagram e se apresentando como pré-candidato a deputado federal, Rony afirmou ter recebido a oferta de uma “boa quantidade de dinheiro”, que disse ter recusado. No vídeo, ele acrescenta que outros influenciadores teriam aceitado participar da ofensiva para criticar o Banco Central.

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