
O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, afirmou nesta sexta-feira (9/1) que o Tribunal não buscará reverter a liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025. Em entrevista ao SBT News, o ministro esclareceu que a competência do TCU se limita a fiscalizar a legalidade do processo e a atuação do BC, e não discutir o mérito da decisão de liquidar a instituição.
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Vital do Rêgo prevê que a análise da Corte de Contas será concluída rapidamente, utilizando elementos obtidos diretamente na autoridade monetária. A medida contra o Master foi tomada após a identificação de uma “grave crise de liquidez” e do “comprometimento significativo” da situação econômico-financeira do banco.
O TCU atua como um fiscalizador de segunda ordem, auditando entes da administração direta, indireta e autárquica (como o BC) para garantir que sigam os ritos legais. A atuação do Tribunal no caso, porém, gerou críticas sobre os limites de sua competência, especialmente após movimentações do ministro Jhonatan de Jesus.
Em dezembro de 2025, Jhonatan deu um prazo de 72 horas para que o BC justificasse a liquidação, classificada por ele como uma “medida extrema”. Já em janeiro de 2026, ele determinou, de forma monocrática, uma inspeção in loco com “máxima urgência” no Banco Central.
Após a repercussão negativa da decisão individual, o caso foi encaminhado para o plenário do TCU. A primeira sessão colegiada geral para discutir o tema está marcada para o dia 21 de janeiro.

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