
A atualização das Diretrizes Alimentares para Americanos, divulgada pelo governo dos Estados Unidos, reacendeu o debate internacional sobre o consumo de bebidas alcoólicas. O novo documento mantém a recomendação de moderação, mas elimina a definição de limites diários específicos, deslocando o foco para decisões individuais mais informadas.
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Para o Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), a mudança não representa uma ruptura, mas uma convergência com uma posição já defendida pelo setor. Segundo o presidente-executivo da entidade, Márcio Maciel, as diretrizes cumprem um papel relevante ao orientar escolhas responsáveis, desde que não sejam interpretadas de forma genérica ou fora de seu escopo técnico. "Para o setor cervejeiro, esse compromisso é histórico: sempre defendemos a moderação, o consumo informado e o respeito às diferentes realidades individuais. É importante evitar interpretações amplas ou generalizações que extrapolem o escopo técnico dessas recomendações", enfatiza.
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Durante a apresentação oficial das diretrizes, autoridades americanas destacaram que o consumo de álcool pode ocorrer em contextos sociais específicos, desde que de maneira moderada. Na entrevista coletiva realizada na Casa Branca, o administrador dos Centers for Medicare & Medicaid Services (CMS), Mehmet Oz, afirmou que o álcool pode atuar como um elemento de socialização quando consumido com responsabilidade.
Maciel avalia ainda que a transformação do mercado amplia as alternativas disponíveis ao consumidor, incluindo bebidas com menor teor alcoólico e versões sem álcool. Na visão do setor, esse movimento reforça a adaptação da indústria a mudanças de comportamento e a uma demanda crescente por escolhas alinhadas a diferentes estilos de vida.

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