Investigação

Reag prestava serviços ao Master antes de liquidação extrajudicial

Empresa foi um dos alvos principais da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025

Banco de Daniel Vorcaro teria utilizado fundos da Reag para realizar aportes e mascarar situação financeira -  (crédito: Divulgação)
Banco de Daniel Vorcaro teria utilizado fundos da Reag para realizar aportes e mascarar situação financeira - (crédito: Divulgação)

A Reag Trust, que passou a operar recentemente sob o nome de CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., era uma das prestadoras de serviço do Banco Master. Com a decisão expedida pelo Banco Central nesta quinta-feira (15/1), ambas as empresas estão sob liquidação extrajudicial.

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A empresa que sofreu liquidação nesta quinta-feira é um dos braços da Reag Investimentos, considerada uma das maiores independentes do país, e com patrimônio estimado de R$ 299 bilhões. Ela foi um dos principais alvos da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025.

De acordo com as investigações da Receita, à época, fundos sob sua gestão teriam sido utilizados para blindagem patrimonial e aquisição de ativos estratégicos, como usinas de etanol e distribuidoras.

Em um artigo de opinião escrito pelo Banco Master e publicado pelo Correio no último mês de agosto, a instituição explica que a atuação da Reag se restringe apenas à gestão e administração de fundos, da mesma forma como ocorre com outras gestoras que prestam ao banco o mesmo tipo de serviço. De acordo com o Master, essa relação seria “estritamente operacional”, como ocorre com diversas outras instituições do mercado.

“O Banco Master é apenas um entre centenas de clientes da Reag, que é uma das maiores do país, não tendo qualquer participação na sua gestão, estrutura societária ou decisões internas”, defendeu, em artigo, a instituição de Daniel Vorcaro, antes do Banco Central determinar também a liquidação extrajudicial, no mês de novembro.

A Operação Carbono Oculto foi uma das maiores da história do país e mirou a participação do crime organizado em fraudes bilionárias no setor de combustíveis. As investigações apontaram esquemas sofisticados de lavagem de dinheiro, com a participação de fintechs e fundos de investimento controlados por integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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postado em 15/01/2026 12:50
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