Margem Equatorial

ANP agenda vistoria em sonda da Petrobras na Foz do Amazonas

Inspeção entre 9 e 13 de fevereiro é etapa para retomar perfuração suspensa após vazamento em janeiro. Ibama ainda não liberou a operação

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) agendou para o período de 9 a 13 de fevereiro uma vistoria remota na sonda afretada pela Petrobras para a exploração da bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira.

A auditoria é uma das etapas exigidas para autorizar a retomada da perfuração, interrompida após um incidente ocorrido no início de janeiro, quando foi registrado um vazamento em tubulações de apoio que conectam o navio-sonda ao poço Morpho, considerado o poço pioneiro do projeto.

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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também aguarda esclarecimentos adicionais antes de liberar a continuidade das operações. Embora o relatório detalhado sobre o episódio ainda não tenha sido encaminhado aos órgãos ambientais, técnicos da Petrobras vêm mantendo reuniões frequentes com a ANP na tentativa de acelerar a liberação da sonda. Até o momento, porém, não há previsão para a retomada dos trabalhos.

A sonda OND II, operada pela Foresea, teve as atividades suspensas em 4 de janeiro após o vazamento de fluido de perfuração — episódio que ainda não foi totalmente esclarecido pela estatal. Em nota, a Petrobras informou que o material vazado, conhecido como “lama de perfuração”, é utilizado para resfriar a broca, remover fragmentos de rocha e controlar a pressão do poço. 

O fluido utilizado tem base aquosa e contém aditivos de baixa toxicidade. À época, a petroleira estimava que a operação poderia ser retomada em até 15 dias. O incidente envolveu duas linhas auxiliares conectadas ao poço Morpho e, segundo a companhia, não houve danos ambientais, já que o material é biodegradável.

A autorização para a exploração da região da Foz do Amazonas foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025. O governo federal estima que a área tenha potencial para produzir até 1,1 milhão de barris de petróleo por dia, o que levou o bloco a ser tratado como um possível “novo pré-sal”.

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