Segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (29/1), o país encerrou o ano com saldo positivo de 1.279.498 postos de trabalho com carteira assinada, o pior acumulado do ano desde 2020. O estoque de vínculos celetistas passou de 47.194.850, em 2024, para 48.474.348 em 2025, alta de 2,71%.
São Paulo liderou a geração de vagas no ano, com saldo de 311.228 postos formais, crescimento de 2,17%. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com 100.920 vagas (+2,60%), e Bahia, com 94.380 postos (+4,41%). As maiores variações proporcionais foram registradas no Amapá (8,41%), na Paraíba (6,03%) e no Piauí (5,81%).
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O setor de Serviços concentrou o maior saldo positivo, com 758.355 vagas (+3,29%), impulsionado principalmente por atividades de Informação, Comunicação e Serviços Financeiros, Imobiliários, Profissionais e Administrativos, que criaram 318.460 postos. A área de Administração Pública, Defesa, Educação, Saúde e Serviços Sociais respondeu por 194.903 novas vagas.
O Comércio gerou 247.097 postos formais (+2,3%), enquanto a Indústria criou 144.319 vagas (+1,6%), com destaque para a Fabricação de Produtos Alimentícios (49.039) e Manutenção, Reparação e Instalação de Máquinas e Equipamentos (17.021). A Construção registrou saldo positivo de 87.878 vagas (+3,1%) e a Agropecuária, de 41.870 postos (+2,3%).
Apesar do resultado anual positivo, dezembro apresentou retração no emprego formal. O saldo do mês foi negativo em 618.164 postos, o que reduziu o desempenho acumulado do ano. A variação mensal foi de -1,26%, dentro do padrão histórico do período. As perdas ocorreram em todos os setores, com destaque para Serviços (-280.810), Indústria (-135.087), Construção (-104.077), Comércio (-54.355) e Agropecuária (-43.836).
No recorte regional de dezembro, todas as UFs registraram saldos negativos. As maiores perdas ocorreram em São Paulo (-224.282), Minas Gerais (-72.755) e Paraná (-51.087). A taxa de rotatividade dos últimos 12 meses aumentou de 32,79% em 2024 para 33,64% em 2025, considerando desligamentos descontados de mortes, aposentadorias e demissões voluntárias.
Em relação aos rendimentos, o salário médio real de admissão em dezembro de 2025 foi de R$ 2.303,78, queda de 0,51% em relação a novembro. Na comparação com dezembro do ano anterior, houve aumento real de 2,55%, equivalente a R$ 57,18.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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