A inspeção conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no Banco Central (BC), relacionada à liquidação do Banco Master, foi concluída na quarta-feira (11/2) e o relatório final já foi encaminhado ao ministro relator, Jhonatan de Jesus.
De acordo com interlocutores da Corte, o documento não analisa o mérito da decisão do BC de decretar a liquidação da instituição nem aponta irregularidades na atuação da autoridade monetária ao longo do processo. O trabalho da equipe técnica teria se limitado à verificação dos documentos que embasaram a decisão de liquidar o banco de Daniel Vorcaro, em novembro de 2025.
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Após a conclusão da auditoria, o ministro determinou a ampliação do nível de sigilo sobre a inspeção. A classificação do processo foi alterada de “sigiloso” para “sigiloso com exigência de autorização específica para acesso”. Na prática, o BC deixou de ter acesso automático aos autos e passou a depender de solicitação formal ao gabinete do ministro.
Até então, embora o processo já tramitasse sob confidencialidade, o Banco Central tinha acesso integral aos autos, por ser a unidade fiscalizada e parte diretamente envolvida no procedimento. A medida é considerada incomum, já que, em geral, mesmo as partes investigadas têm acesso aos documentos das apurações.
O processo tramita sob sigilo no TCU desde dezembro. Inicialmente, o BC tinha acesso por ser parte envolvida. Com a reclassificação determinada por Jhonatan de Jesus, o Banco Central precisará pedir autorização específica sempre que quiser consultar os autos — uma formalidade adicional imposta ao órgão.
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