A indústria brasileira voltada ao mercado de beleza e cosméticos vê como "oportunidade estratégica" a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul. Líder global no setor, o país asiático recebe Lula, hoje, para uma série de reuniões com o presidente sul-coreano Lee Jae Myung. Na viagem, também está prevista a participação no Fórum Empresarial Brasil-Coreia, com representantes de 230 empresas brasileiras.
Os dois países são pujantes na produção e comercialização de cosméticos, com vários interesses mútuos. No ano passado, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o setor ultrapassou US$ 1 bilhão em produtos exportados por empresas brasileiras. O principal comprador, ainda de acordo com a associação, foi a Argentina, com 20,9% na importação do total de exportações de cosméticos brasileiros.
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Na avaliação da internacionalista Ana Beatriz Zanuni, o protagonismo do mercado coreano de cosméticos junto à riqueza natural do Brasil tem o potencial de formalizar parcerias na área. " Esse padrão abre espaço para uma cooperação mais estruturada, que pode ser objetivada para evitar um cenário de deficit comercial, especialmente se houver avanço em transferência de tecnologia e investimentos em pesquisas e desenvolvimento", disse Ana Beatriz, especialista em Comércio Internacional na BMJ Consultores Associados.
Para a Abihpec, o fortalecimento da relação entre Brasil e Coreia do Sul terá o potencial de fortalecer "as relações comerciais bilaterais entre os países". "A entidade avalia que a diversificação de mercados e o fortalecimento de parcerias estratégicas são fundamentais para consolidar o posicionamento internacional da indústria brasileira, ampliando acesso a novos mercados e fomentando inovação, investimentos e geração de valor", afirmou a entidade, em nota enviada ao Correio.
Skincare vira febre
Impulsionado sobretudo pela popularidade de séries de ficção sul-coreanas (os chamados doramas), o interesse dos brasileiro pelo K-Beauty (como produtos de beleza coreano são chamados) pode ser constatado nos US$ 15.244.671 em cosméticos importados no ano passado, segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDic).
O tema do K-Beauty foi tratado pela primeira-dama Janja da Silva, na última semana, em conversa com influenciadores digitais brasileiros que moram na capital sul-coreana, Seul. A esposa do presidente Lula chegou ao país asiático antes do petista.
"Assim como a nossa música, futebol e arte atravessam o mundo e são conhecidos na Coreia, o k-pop, o k-drama e o k-beauty fazem parte da vida de milhões de brasileiras e brasileiros", publicou a primeira-dama, em seu perfil no Instagram, na ocasião.
Carne
Além do interesse brasileiro em parcerias que englobam o K-Beauty, o presidente Lula busca abrir o mercado coreano para a exportação da carne brasileira. Quinto maior importador de carne bovina no mundo, o país asiático compra esse produto de outros países.
Lula, quando anunciou sua ida à Coreia do Sul, em dezembro passado, afirmou que almeja tanto fortalecer relações no setor de beleza como ampliar a exportação de carne para o país asiático.
"Quero convidar muitos empresários desse setor de beleza e pele. Quero saber o que eles têm para nos vender. Vamos vender a nossa carne e eles os produtos de beleza", anunciou, à época.
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