A Representação brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlausl) aprovou nesta terça-feira (24/2), em reunião deliberativa extraordinária, o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia. A sessão foi conduzida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), após o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), relator da matéria, transferir a presidência para apreciação do parecer.
Ao retomar os trabalhos, Nelsinho informou que a sessão era continuidade da anterior, suspensa após pedido de vista, e declarou encerrada a discussão, abrindo espaço para encaminhamentos.
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O senador Humberto Costa((PT-PE) defendeu a aprovação. “Nós estamos hoje tomando uma decisão extremamente importante para o nosso país, para o futuro do Brasil. Nós estamos aprovando a criação da maior zona de livre comércio do mundo”, disse. Segundo ele, o prazo de transição entre 15 e 18 anos permitirá ganho de competitividade à indústria nacional.
O deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE), por sua vez, anunciou voto favorável, mas fez ressalvas. “Esse acordo coloca para nós um enorme desafio, e o Brasil precisa observar o calendário previsto para não permitir que a indústria desapareça completamente. O nosso voto é favorável com as considerações que apresentei porque não senti no debate a ênfase necessária ao esforço que o Brasil precisa fazer para a sua indústria não desaparecer”, afirmou, ao citar assimetrias e a taxa de juros no país.
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O deputado Pastor Eurico (PL-PE) relembrou as negociações iniciadas há mais de duas décadas e afirmou que o acordo favorecerá o país, parabenizando “os grandes heróis do agronegócio no Brasil”.
A deputada Ana Paula Leão (PP-MG) declarou voto favorável, mas apontou preocupação com produtores de leite. “A situação agrava-se a cada dia e vai continuar agravada e piorar principalmente porque nós continuaremos com a concorrência desleal. O preço entra no Brasil baixo subsidiado e isso quem paga a conta é o produtor de leite”, disse.
*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro
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