MERCADO

Com recuo do petróleo, dólar cai e Bolsa avança

Cenário externo continuou influenciado pelo comportamento dos preços do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio

O Ibovespa avançou 1,25% e fechou aos 179.875 pontos -  (crédito:  Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )
O Ibovespa avançou 1,25% e fechou aos 179.875 pontos - (crédito: Bolsa de São Paulo - B3/Divulgação )

O dólar à vista encerrou as negociações desta segunda-feira (16/3) com queda no mercado brasileiro. A moeda norte-americana terminou o dia cotada a R$ 5,22 — recuo de 1,63%. No mercado acionário brasileiro, o pregão também terminou em alta. O Ibovespa avançou 1,25% e fechou aos 179.875 pontos.

O movimento acompanhou o desempenho da divisa no exterior. Por volta das 17h no horário de Brasília, o U.S. Dollar Index, indicador que compara o dólar a uma cesta de moedas globais como euro e libra, registrava queda de 0,58%, aos 99,782 pontos.

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O cenário externo continuou influenciado pelo comportamento dos preços do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio. O barril do Brent chegou a cerca de US$ 106 pela manhã, mas perdeu força ao longo do dia e recuou para aproximadamente US$ 101 por volta das 14h20.

Nos Estados Unidos, o barril do West Texas Intermediate também iniciou o dia em alta, mas passou a recuar durante a tarde e era negociado próximo de US$ 93.

A oscilação ocorre no contexto da guerra que envolve Estados Unidos, Israel e Irã, que entrou na terceira semana e elevou o risco de interrupções no fornecimento global de petróleo.

Para o especialista em investimentos Bruno Shahini, o movimento do dólar reflete a melhora do ambiente externo ao longo da sessão. “O dólar opera em queda ao longo da sessão, refletindo principalmente a melhora do ambiente externo. A expectativa de avanços diplomáticos e esforços coordenados para garantir a retomada do tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz reduziu parte do prêmio de risco geopolítico”, afirmou.

Segundo ele, o recuo do risco contribuiu para mudanças no comportamento dos mercados globais. “O movimento resultou em uma melhora do apetite por risco na sessão de hoje, com bolsas mundiais em alta, queda do índice DXY e dos rendimentos dos Treasuries, favorecendo moedas emergentes no geral”, disse.

*Estagiário sob a supervisão de Ronayre Nunes

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postado em 16/03/2026 18:19
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