TRABALHO

Desemprego sobe para 6,1% no primeiro trimestre de 2026, aponta Pnad

Taxa de desocupação avançou em relação ao fim de 2025, mas ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior

Agências do Trabalhador oferecem 984 vagas de emprego nesta quinta-feira (30/4) -  (crédito:  Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Agências do Trabalhador oferecem 984 vagas de emprego nesta quinta-feira (30/4) - (crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (14/5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice representa alta de 1 ponto percentual em relação ao quarto trimestre de 2025, quando a taxa estava em 5,1%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve recuo de 0,9 ponto percentual, já que o desemprego atingia 7%.

Os dados também mostram diferenças entre grupos sociais. Entre as mulheres, a taxa de desemprego ficou em 7,3%, acima da observada entre os homens, de 5,1%. Entre jovens de 18 a 24 anos, a desocupação alcançou 13,8%. No recorte por cor ou raça, pessoas pretas registraram taxa de 7,6%, seguidas por pardas, com 6,8%. Entre pessoas brancas, o índice ficou em 4,9%.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

O país encerrou o trimestre com 102 milhões de pessoas ocupadas, o equivalente a um nível de ocupação de 58,2% da população em idade de trabalhar. A maior parte dos trabalhadores é composta por homens, que representam 56,6% do total.

Em relação à posição na ocupação, 69,2% dos trabalhadores atuam como empregados, enquanto 25,5% trabalham por conta própria. Os empregadores representam 4,1% e os trabalhadores familiares auxiliares somam 1,2%.

Entre os empregados do setor privado, 74,7% possuem carteira assinada. Já no trabalho doméstico, a formalização atinge 23,8%.

O setor de comércio e reparação de veículos automotores concentrou a maior parcela de trabalhadores, com 18,8% das ocupações, seguido pelas áreas de administração pública, defesa, educação e saúde humana, com 18,6%.

*Estagiário sob a supervisão de Andreia Castro

  • Google Discover Icon
postado em 14/05/2026 16:12 / atualizado em 14/05/2026 16:18
x