Resultado da semana

Dólar fecha acima de R$ 5 e bolsa acumula queda de quase 6% em maio

Percepção de juros elevados por mais tempo e ausência de acordo entre EUA e Irã pressionam valorização da moeda norte-americana

A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,02, com um avanço diário de 0,55%. Apesar disso o câmbio acumulou baixa de 0,74% na semana -  (crédito: Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press)
A moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,02, com um avanço diário de 0,55%. Apesar disso o câmbio acumulou baixa de 0,74% na semana - (crédito: Carlos Silva/Esp. CB/D.A Press)

O valor de câmbio do dólar comercial ficou mais caro no último dia de operações da semana. Nesta sexta-feira (22/5), a moeda norte-americana encerrou o pregão cotada a R$ 5,02, com um avanço diário de 0,55%. Apesar da valorização no dia, o câmbio acumulou baixa de 0,74% na semana.

O momento atual é de cautela tanto a nível global quanto doméstico, na avaliação do especialista em investimentos da Nomad Bruno Shahini. No começo do dia, o câmbio chegou a operar em queda com um fluxo comercial favorecido pelo petróleo acima de US$ 100. Apesar disso, a divisa norte-americana recuperou força ao longo do pregão, acompanhando a alta dos rendimentos das Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA).

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“O movimento ganhou tração após a Universidade de Michigan mostrar piora no sentimento do consumidor e avanço das expectativas de inflação, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo nos EUA”, avalia Shahini, que acredita, ainda, que a ausência de um acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã manteve o petróleo pressionado e elevou o prêmio de risco global.

No mercado acionário, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa/B3) fechou o pregão com baixa de 0,81%, aos 176.209 pontos, e já acumula uma queda de 6% desde o início do segundo trimestre do ano. As ações das principais instituições financeiras do país registraram queda no último dia da semana, à exceção do Banco do Brasil (BBAS3), que subiu 0,58% nesta sexta.

Influência externa

Na análise de Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, o ambiente doméstico voltou a refletir fatores externos, com destaque para os conflitos no Oriente Médio, que, mais uma vez, repercutiram sobre os ativos dentro do país.

“No front interno, o anúncio de novos estímulos ao crédito, somado aos ruídos relacionados à proximidade do calendário eleitoral, ampliou a postura de cautela por parte dos investidores. Ainda assim, o Ibovespa encerrou a semana próximo da estabilidade, sinalizando resiliência e um movimento de acomodação diante de um cenário que permanece desafiador”, avalia Pastorello.

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postado em 22/05/2026 19:20
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