O diretor sênior da Pharmaceutical Research and Manufacturers of America (PhRMA), Anjam Aziz, defendeu a preservação do acordo internacional sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips) como base mínima para a proteção da inovação, especialmente em um cenário marcado por avanços tecnológicos acelerados e novos desafios regulatórios.
Durante participação no segundo painel do evento Propriedade Intelectual na Agenda Pública: O que está em jogo para a Saúde?, promovido pelo Correio Braziliense em parceria com a Interfarma nesta segunda-feira (4/5), Aziz ressaltou que o acordo firmado há cerca de 30 anos continua sendo uma referência essencial para a governança global da propriedade intelectual.
“O acordo Trips é a base. Nós negociamos isso há 30 anos. No mínimo, precisamos garantir a manutenção desse marco”, afirmou.
Segundo ele, o avanço de novas tecnologias, como a inteligência artificial, impõe desafios adicionais aos países, que ainda buscam caminhos regulatórios capazes de equilibrar inovação, proteção intelectual e desenvolvimento econômico. Aziz citou iniciativas recentes da União Europeia para regulamentar propriedade intelectual no contexto da inteligência artificial como exemplo de um movimento global de adaptação às novas realidades tecnológicas.
Na avaliação do executivo, diferentes setores — da indústria farmacêutica ao segmento de tecnologia — enfrentam hoje questões semelhantes sobre como preservar incentivos à inovação em um ambiente de rápidas transformações. Para ele, manter marcos regulatórios sólidos e previsíveis será decisivo para garantir segurança ao investimento e continuidade no desenvolvimento de novas soluções.
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