Combustíveis

Petrobras lucra R$ 32,6 bilhões no 1º trimestre

O resultado signficou alta de 109,9% em relação aos três meses anteriores e queda de 7,2% na comparação com o mesmo período do ano passado

A Petrobras fechou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 32,663 bilhões, valor 109,9% maior do que o registrado no trimestre imediatamente anterior, segundo balanço divulgado, nesta segunda-feira (11), pela estatal. Na comparação com o mesmo período de 2025, hove queda de 7,2%. 

O resultado do primeiro trimeste na comparação com o último de 2025 foi influenciado, segundo a Petrobras, pela valorização de 27% do Petróleo Brent, exportado pelo Brasil, e a apreciação do real frente ao dólar.  A empresa também destaca, no primeiro trimestre do ano, o aumento da produção total própria, que cresceu 16% quando comparada ao mesmo período de 2025, e o incremento da produção e da venda de derivados, que contribuem para fortalecer a segurança energética nacional.

O balanço aponta que os investimentos totalizaram R$ 26,8 bilhões no período, aumento de 25,6% em comparação ao primeiro trimestre de 2025. "Nossos investimentos estão se convertendo em crescimento da produção de petróleo e de derivados, demonstrando a solidez e a eficácia da nossa estratégia de criação de valor. Batemos, mais uma vez, recordes de produção de petróleo e gás e estamos convertendo em ganhos toda a eficiência de nossas refinarias. Operamos nosso parque de refino no primeiro trimestre próximo da capacidade máxima, priorizando derivados de maior valor agregado, e entregamos produção recorde de diesel S-10", afirmou o diretor Financeiro e de Relacionamento com Investidores da Petrobras, Fernando Melgarejo.

O Ebitda ajustado teve queda de 2,4% contra o primeiro trimestre do ano passado e recuo de 0,5% em relação ao último trimestre de 2025, para R$ R$ 59,643 bilhões. O Ebitda ajustado sem eventos exclusivo somou R$ 61,670 bilhões, queda anual de 1,0% e aumento trimestral de 4,5%.

A dívida líquida da empresa foi de US$ 62,093 bilhões, valor 10,8% superior ao primeiro trimestre de 2025.

Dividendos

A Petrobras também informou que o conselho de administração aprovou o pagamento de dividendos aos acionistas no valor de R$ 9,03 bilhões, equivalentes a R$ 0,70097272 por ação ordinária e preferencial em circulação. Segundo a companhia, trata-se de uma antecipação da remuneração relativa ao exercício de 2026, declarada com base no balanço de 31 de março deste ano.

Para os detentores de ações negociadas na B3, a data-base será em 1º de junho, com os papéis passando a ser negociados "ex-direitos" a partir do dia seguinte, 2. O pagamento será feito em duas parcelas, sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP), sendo a primeira, de R$ 0,35048636 por ação ordinária e preferencial, em 20 de agosto; e a segunda, também de R$ 0,35048636 por ação, em 21 de setembro.

No caso dos detentores de ADRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE), a record date será em 3 de junho de 2026, e os pagamentos da primeira e da segunda parcela serão feitos, respectivamente, a partir de 27 de agosto e de 28 de setembro. Os proventos serão descontados da remuneração aos acionistas a ser aprovada na Assembleia Geral Ordinária de 2027 relativa ao exercício de 2026. Para o cálculo do desconto, os valores de cada parcela serão reajustados pela taxa Selic desde as datas dos pagamentos até o encerramento do exercício social corrente.

A Petrobras afirmou que a distribuição é compatível com a sustentabilidade financeira da empresa e reforçou que a distribuição proposta está alinhada à Política de Remuneração aos Acionistas vigente, que prevê que, em caso de endividamento bruto igual ou inferior ao nível máximo de endividamento definido no plano estratégico em vigor, observadas as demais condições da política, a empresa deverá distribuir aos acionistas 45% do fluxo de caixa livre. (com agências)

 


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