
A rotina das academias por décadas seguiu um padrão: picos de movimento entre 6h e 8h e novamente após as 18h. Com a popularização de jornadas híbridas, trabalho remoto e escalas alternadas, os alunos agora distribuem seus treinos ao longo do dia e até pela madrugada.
Essa transformação acompanha um mercado em expansão. O Brasil tem mais de 62 mil academias ativas e aproximadamente 1,27 milhão de profissionais ligados ao setor, segundo o Panorama Setorial Fitness 2025. O levantamento aponta um consumidor mais conectado e disposto a encaixar o exercício em sua rotina.
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Segundo Leandro Twin, da BlueFit, a flexibilidade se tornou uma necessidade. "O treino precisa se adaptar à vida do aluno, e não o contrário. Quando a atividade física encontra espaço dentro da realidade de cada pessoa, a adesão tende a ser muito maior", afirma.
A mudança também reflete uma nova percepção cultural. Antes visto como uma obrigação com hora marcada, o exercício hoje é uma ferramenta de bem-estar que deve se integrar de forma natural ao cotidiano.
Como as academias se adaptam
A personalização está entre as principais tendências globais do mercado fitness, de acordo com o American College of Sports Medicine (ACSM). Tecnologias, monitoramento individual e experiências adaptadas ao estilo de vida dos alunos ganham cada vez mais relevância.
Na prática, isso significa que não existe um "horário ideal" universal para treinar. Para alguns, o melhor momento é logo cedo, enquanto outros encaixam a academia entre reuniões ou no fim da noite.
Redes de abrangência nacional, como a BlueFit, investem em horários extensos para atender diferentes perfis. Com mais de 300 unidades no Brasil, a empresa facilita o acesso à atividade física a qualquer hora. A rede possui academias com funcionamento 24 horas em localidades selecionadas.
A escolha dos locais também é estratégica. As unidades são instaladas em regiões de fácil acesso, próximas a áreas comerciais e residenciais, com foco em conveniência, estacionamento e segurança. Estes fatores influenciam diretamente a frequência dos alunos.
"Quando retiramos as barreiras de acesso, seja por localização, horário ou oferta de atividades, aumentamos as chances de que a pessoa consiga manter uma rotina consistente", explica Twin.
A tendência é que o setor continue evoluindo para atender estilos de vida cada vez mais diversos. Se as pessoas vivem de formas diferentes das gerações anteriores, é natural que as academias se adaptem para oferecer mais flexibilidade e conveniência.
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
