
A Embraer estima que a demanda global por aeronaves no mercado de aviação comercial deve alcançar 8,5 mil unidades nos próximos 20 anos, avaliadas em cerca de US$ 650 bilhões. A informação foi divulgada, neste sábado (18/7), por meio do relatório Market Outlook 2026.
O documento traz estimativas para a entrega de jatos comerciais na categoria de até 150 assentos, segmento em que a Embraer tem forte atuação. As projeções apontam que o tráfego global de passageiros, medido por receitas por passageiros por quilômetro (RPK), deve crescer 3,7% anualmente até 2045.
- Leia também: Governo prevê nova sobretaxa de 12,5% para a próxima semana
- Leia também: ApexBrasil: tarifaço dos EUA pode pressionar inflação norte-americana
Nesse cenário, a China deve liderar a demanda entre as sete regiões globais, registrando uma expansão de 5,2%. Eles são seguidos pelo Oriente Médio (4,6%), África (4,4%), América Latina e Caribe (4,3%), Ásia-Pacífico (4,1%), Europa (2,7%) e, por fim, América do Norte (2%).
Por outro lado, a América do Norte deverá liderar as entregas de jatos até 2045 com 2.670 unidades (31%). A região é seguida pela Europa (22%), China (17%), Ásia Pacífico (13%), América Latina (9%), África (4%) e Oriente Médio (4%).
- Leia também: Governo e Google firmam parceria contra golpes financeiros na internet
- Leia também: Durigan chama ataque ao Pix de "completo absurdo" e descarta retaliação
O presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, Arjan Meijer, avalia, no relatório, que se testemunha uma reconfiguração na forma como pessoas, capital e mercadorias circulam pelo mundo.
“À medida que as cadeias de suprimentos se regionalizam e as preferências dos viajantes se diversificam, o mapa tradicional da conectividade aérea está sendo redesenhado”, afirma.
Segundo ele, a tendência é que a expansão de polos de manufatura avançada e de cadeias de valor regionais continue gerando uma demanda sustentada por conexões eficientes e de alta frequência entre centros econômicos emergentes.

Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Mundo
Brasil