
Economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção para a inflação em 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (17/8) pelo Banco Central (BC), a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) permaneceu em 5,02%.
Para 2027, por sua vez, a projeção subiu de 4,22% para 4,24%, interrompendo uma sequência de estabilidade. Para 2028, a estimativa permaneceu em 3,80%. Para 2029, a mediana também ficou estável, em 3,50%.
A estimativa segue acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Pelo sistema de metas contínuas, o objetivo para o IPCA é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que fixa o limite superior em 4,5%.
PIB
Também foram reduzidas as estimativas para o crescimento da economia brasileira nos próximos anos. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026 permaneceu em 1,98%. Para 2027, a estimativa caiu de 1,52% para 1,50%, enquanto, para 2028, recuou de 2,00% para 1,89%. Para 2029, a mediana permaneceu em 2,00%.
Selic
Para a Selic, o mercado manteve em 13,75% ao ano a projeção para o fim de 2026. Para 2027, a mediana permaneceu em 12%, enquanto a projeção para 2028 seguiu em 10,50%. Para 2029, a estimativa também permaneceu estável, em 10% ao ano.
Câmbio
A projeção para o dólar no fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20. Para 2027, a estimativa subiu de R$ 5,28 para R$ 5,29. Em 2028, a previsão continuou em R$ 5,30. Para 2029, a mediana caiu de R$ 5,37 para R$ 5,36.

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