Prejuízo

Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial após prejuízo

O grupo atribui crise a juros elevados, restrição de crédito e pressão sobre consumo

Casas Bahia fecha lojas em Brasília e no resto do país  -  (crédito: Reprodução/Casas Bahia )
Casas Bahia fecha lojas em Brasília e no resto do país - (crédito: Reprodução/Casas Bahia )

O grupo Casas Bahia reportou prejuízo líquido contábil de R$10, 1 bilhões, no segundo semestre de 2026, e entrou com pedido de recuperação judicial, neste domingo (16/8). A medida inclui diversas empresas do grupo e tem como objetivo reorganizar as finanças e renegociar dívidas, enquanto a companhia mantém suas operações em funcionamento. A decisão foi aprovada pelo conselho de Administração e pelo acionista controlador. 

Segundo a empresa, a recuperação judicial foi motivada pela piora do cenário econômico, marcada por juros elevados, restrição ao crédito, aumento dos custos financeiros e redução do consumo.  

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Apesar da medida, a companhia afirma que pretende manter o funcionamento de suas lojas físicas, do comércio eletrônico e dos demais canais de venda, buscando evitar impactos relevantes para os consumidores. 

No acumulado do primeiro semestre do Grupo, o prejuízo líquido somou R$11,2 bilhões. E, em 12 meses até junho, o resultado negativo foi de R$ 13,2 bilhões, segundo o relatório divulgado neste fim de semana. 

Após ajustes no balanço, o prejuízo líquido passou para R$ 978 milhões, devido ao abatimento de "impactos não recorrentes" no resultado trimestral relacionados ao processo de implementação da segunda fase do "Plano de Transformação" que está em curso. Nessa conta foram incluídos, por exemplo, R$ 5,7 bilhões de baixa do Imposto de Renda diferido (a receber no futuro), R$ 1,8 bilhão de passivo de contingência contratual, R$ 1 bilhão de baixa de ágio de investimentos, R$ 500 milhões de despesas com reestruturação, e R$ 200 milhões de alienação de imobilizado intangível.

A companhia informou que o resultado financeiro ocorreu “em ambiente macroeconômico desafiador para o varejo brasileiro de bens duráveis, caracterizado por elevado custo de crédito e pressão sobre a capacidade financeira dos consumidores". 

A empresa ainda confirmou o fechamento de 298 lojas menos rentáveis e destacou que dará sequência à segunda fase do plano de reestruturação, "priorizando canais e categorias de maior rentabilidade, reduzindo o capital empregado e o custo de financiamento, para fortalecer a geração de caixa".

Como a recuperação judicial foi solicitada em caráter de urgência, os acionistas ainda deverão analisar e ratificar a decisão em Assembleia Geral Extraordinária, que será convocada pela companhia. 

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postado em 17/08/2026 08:07 / atualizado em 17/08/2026 08:13
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