O Banco Central (BC) decretou nesta sexta-feira (14/8) a liquidação extrajudicial da Simpala Lançadora e Administradora de Consórcios Ltda. e da Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento, ambas com sede em Porto Alegre (RS).
A decisão foi tomada porque as instituições enfrentavam problemas financeiros que, segundo o Banco Central, colocavam credores sem garantias em situação de risco. A autoridade também identificou “graves violações às normas” que regulam as atividades das empresas.
As duas instituições fazem parte de um mesmo conglomerado financeiro, classificado no segmento S4, que reúne instituições de menor porte e menor risco sistêmico.
A administradora de consórcios tem participação pequena no mercado. Ela representa 0,1% dos consorciados ativos e 0,1% dos recursos que ainda serão pagos pelos participantes dos grupos de consórcio. Já a financeira respondia, em junho, por apenas 0,004% dos ativos de todo o Sistema Financeiro Nacional (SFN).
As captações feitas pela Simpala S.A. Crédito, Financiamento e Investimento têm cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitados os limites previstos nas regras do fundo.
O Banco Central informou que continuará investigando as responsabilidades relacionadas aos problemas encontrados. As apurações podem resultar em punições administrativas e no envio de informações a outras autoridades, quando necessário.
Com a liquidação, os bens dos controladores e dos ex-administradores das duas instituições ficam indisponíveis a partir desta sexta-feira, conforme determina a legislação.
Em nota, os controladores da Simpala afirmaram ter sido surpreendidos pela liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central e classificaram a medida como “desproporcional”. Eles destacaram o histórico das empresas, uma delas com mais de 50 anos de atuação.
As instituições reforçaram que sempre cumpriram a legislação e mantiveram uma postura de colaboração com os órgãos reguladores. “Seguiremos contribuindo com as autoridades no fornecimento das informações necessárias”, afirmaram. Eles também manifestaram preocupação com os impactos da medida sobre os mais de 140 funcionários das empresas.
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