Habitação

CBIC dá posse ao novo Conselho de Administração

Presente na cerimônia, o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, destacou a influência das políticas públicas no crescimento do setor

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) deu posse, na noite desta quarta-feira (19), ao novo Conselho de Administração, que conduzirá a entidade no período de 2026 a 2029. A solenidade também marcou a posse dos integrantes do Conselho Fiscal. O evento reuniu autoridades do governo federal, representantes do setor produtivo e lideranças da construção civil de diferentes regiões do país.

A nova gestão será liderada pelo presidente da CBIC, Eduardo Aroeira Almeida. Ao assumir o cargo, ele destacou o peso econômico e social da construção civil e defendeu a capacidade do setor de gerar empregos e movimentar a economia. "Nenhuma política pública supera em velocidade, escala e capilaridade o alcance de uma obra que começa", declarou.

Segundo Aroeira, o setor encerrou o primeiro semestre com a criação de cerca de 169 mil vagas formais. Ele também citou a existência de quase 6 milhões de famílias ainda em situação de deficit habitacional e os investimentos de R$ 280 bilhões em infraestrutura realizados em 2025.

"Quando apontamos um deficit habitacional que caiu ao menor patamar da história, mas ainda alcança quase 6 milhões de famílias, estamos falando de milhões de razões para essa indústria existir", afirmou.  Para a nova gestão, Aroeira apresentou uma agenda baseada em cinco frentes: incluir, cuidar, qualificar, multiplicar e desenvolver.

Política pública

Presente na cerimônia, o presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, destacou que a evolução das políticas públicas e dos instrumentos de financiamento ampliou a participação do crédito imobiliário. Ele citou a expansão do crédito imobiliário de cerca de 3% para 9% do Produto Interno Bruto (PIB) após a criação do Minha Casa, Minha Vida e, atualmente, saltou para aproximadamente 14%. "As evoluções nos instrumentos, nas oportunidades, nas políticas públicas e na legislação já foram citadas aqui pelos presidentes anterior e atual da CBIC", afirmou.

Para Vieira, a permanência de cerca de 6 milhões de famílias que ainda precisam de moradia representa uma oportunidade para o setor, apesar da redução do deficit habitacional nos últimos anos. "A Caixa está se preparando para buscar outras alternativas também de funding", ressaltou. Segundo ele, a instituição trabalha na criação de instrumentos que ampliem o acesso à moradia e em alternativas para a ocupação de áreas urbanas subutilizadas.

Como exemplo, citou o Setor Comercial Sul, em Brasília, e afirmou que áreas hoje pouco ocupadas podem receber novas alternativas de habitação. Vieira também mencionou o Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, onde, segundo ele, estão em construção cerca de 14 mil unidades habitacionais.

 


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