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Virada nas pesquisas eleitorais faz Bolsa subir

Índice Bovespa encerra o dia com alta de 1,2%, no maior patamar desde 4 de maio, após levantamento da BTG/Nexus indicar Flávio Bolsonaro e Augusto Cury à frente de Lula no segundo turno 

Investidores sinalizam preferência por Flávio, segundo analistas -
Investidores sinalizam preferência por Flávio, segundo analistas -

A Bolsa de Valores de São Paulo (B3) subiu 1,2%, ontem, aos 187.367 pontos — maior patamar desde 4 de maio. Ao longo do dia, a elevação chegou a 2,34%, atingindo o pico de 189.488 pontos, mas, ao longo dia, acabou arrefecendo.


Analistas atribuem o otimismo da Bolsa às mais recentes pesquisas eleitorais, que apontam para uma aproximação, na intenção de voto, entre os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a reeleição. As primeiras pesquisas divulgadas após a crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF), mostram o crescimento de Flávio.  

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O cenário externo também contribuiu, com o aumento das incertezas no Oriente Médio e a perspectivas de mais ataques, que fizeram os investidores tirarem seus recursos das bolsas dos Estados Unidos e da Europa, que operaram no vermelho. O barril do petróleo tipo Brent — referência no mercado internacional — disparou novamente e encerrou o dia cotado a US$ 99,39, com alta de 2,46%, favorecendo as ações da Petrobras.



Em Nova York, o Índice Dow Jones caiu 1,18%, liderando as quedas do dia. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,1%; em Frankfurt, na Alemanha, o DAX, escorregou 0,05%; e, em Paris, o CAC 40 subiu 0,14%. Em meio a esse cenário externo cada vez mais incerto, o real acabou ficando mais forte frente ao dólar, abaixo de R$ 5,10 pela primeira vez desde o começo de agosto. A divisa norte-americana declinou 0,88%, no pregão de ontem, para R$ 5,086 para a venda.


Após a pesquisa da Quaest, divulgada na segunda-feira, indicar empate numérico no segundo turno entre Lula e Flávio, de 41% para cada, ontem, foi a vez de a BTG/Nexus indicar o filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) à frente de Lula pela primeira vez em um eventual segundo turno, com o placar de 46% a 45%. Na enquete anterior, divulgada em 31 de agosto, Lula tinha 46% das intenções de voto, enquanto Flavio, 45%.  O levantamento da Nexus, realizado entre os dias 4 e 7 de setembro, mostrou que o escritor Augusto Cury (Avante) também está à frente de Lula em um eventual segundo turno, com o placar de 45% a 43% — vantagem ainda maior do que a de Flávio sobre Lula.


Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, destacou que esse movimento positivo da B3 foi resultado da volta de investidores domésticos e estrangeiros, que haviam se retirado da Bolsa brasileira no mês passado. "Agora, todos estão se perguntando se estavam dando um favoritismo exagerado ao Lula nas pesquisas", destacou. "Se realmente houver mudança de poder, a tendência é positiva para os ativos brasileiros, porque o mercado só pensa na parte econômica", acrescentou ele, reconhecendo que os candidatos têm sinalizado muito pouco do que pretendem fazer na área econômica.  "Assim como nas últimas eleições, não vamos ver uma disputa com as propostas dos candidatos sendo debatidas. Aliás, nem existe debate. Todos evitam participar agora", lamentou. 


O analista político Gaudêncio Torquato, professor emérito da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP), ressaltou que as pesquisas recentes mostram aumento da avaliação negativa do governo Lula, que chega a 50%, além do fato de que "tanto Flávio quanto Cury ultrapassaram Lula". "Isso mostra que a campanha está muito acirrada Os votos dos outros candidatos da direita tendem a se alinhar a Flávio", avaliou.



Segundo ele, apesar de indicadores de crescimento na candidatura de Flávio, o imponderável ainda pode surgir e mudar o rumo das pesquisas, "no caso de um novo fato bombástico, capaz de derrotar qualquer um dos dois candidatos que lideram a campanha".


 



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postado em 09/09/2026 00:11
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