GREVE DOS BANCÁRIOS

Bancários da Caixa e do Banco do Brasil entram em greve nesta quinta-feira

Na Caixa Econômica Federal a paralisação é nacional, já no Banco do Brasil, é parcial. Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis estão entre as bases que não chegaram a um acordo

Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a greve será por tempo indeterminado -  (crédito: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
Segundo o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, a greve será por tempo indeterminado - (crédito: Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

Funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil entraram em greve por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10/9), após rejeitarem, na última sexta-feira (4), as propostas de renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs).




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A paralisação da Caixa é de âmbito nacional, enquanto, no Banco do Brasil, é parcial e ocorre apenas nas bases sindicais que não aprovaram o acordo da categoria.


A greve da Caixa foi aprovada pelos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região em assembleia encerrada no dia 4 de agosto. Segundo a entidade, a paralisação é nacional.


A Caixa informou que apresentaria uma nova proposta aos trabalhadores ainda nesta quinta-feira. O banco também lembrou que, com o fim da ultratividade, em decorrência da reforma trabalhista, e a rejeição da proposta nas assembleias, nem a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nem o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) estão vigentes neste momento.


A Caixa Econômica Federal também informou que todos os clientes podem utilizar os serviços disponíveis nos canais digitais e remotos do banco durante o período.


No Banco do Brasil, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) foi aprovada por parte dos sindicatos, mas rejeitada por outras 60 entidades. Entre as bases que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis.



A nova CCT da categoria, com vigência até 31 de agosto de 2028, foi assinada nesta quarta-feira (9) pelo Comando Nacional dos Bancários e pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Com isso, os trabalhadores receberão a primeira parcela da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), referente ao adiantamento do exercício de 2026, até o fim de setembro.


A nova CCT garante a reposição integral da inflação (INPC) acumulada entre setembro de 2025 e agosto de 2026, além de aumento real de 0,60% em 2026 e de mais 0,60% em 2027. Com isso, a valorização real acumulada será de 1,2% nos dois anos para os salários e todas as demais verbas, incluindo a PLR.


Os vales-refeição e alimentação e o auxílio-creche/babá também serão reajustados. Além disso, novas conquistas relacionadas à saúde, às cláusulas sociais e à proteção do emprego também avançam.


*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves 



 


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CY
postado em 10/09/2026 14:48
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