A carne bovina importada do Brasil atingiu 100% da cota estabelecida pelo Ministério do Comércio da China em 29 de setembro de 2026, informou o órgão chinês nesta quarta-feira (30/9). A partir da meia-noite desta quinta-feira (1º/10), será aplicada uma tarifa adicional de 55% sobre a carne brasileira importada no âmbito da medida de salvaguarda, além da alíquota tarifária já existente.
A medida está prevista no Anúncio nº 87 de 2025 do Ministério do Comércio da China, citado pelo próprio órgão no comunicado. Segundo as regras, a tarifa adicional passa a valer três dias após o volume de carne importada atingir 100% da quantidade estipulada.
De acordo com Roberto Serroni Perosa, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a cota já havia sido alcançada pela indústria brasileira. “Esse limite já havia sido atingido desde o início de julho, considerando os volumes embarcados e em trânsito. A diferença era justamente o tempo até o desembarque e a contabilização pela China”, afirmou.
Perosa também disse que o Brasil teria capacidade para ampliar as exportações para o mercado chinês caso não houvesse a limitação da cota. “Poderíamos facilmente ter atingido 2 milhões de toneladas exportadas para a China neste ano. Temos produto e capacidade de processamento. O volume que não foi para a China precisou encontrar outros destinos”, comentou.
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