
Os ataques promovidos pelo grupo extremista Houthi, na Arábia Saudita, provocaram um novo choque do petróleo desde a semana passada e seguem impactando diretamente o preço da commodity no mercado. O episódio mais recente foi o disparo de um míssil que atingiu, na manhã desta quarta-feira (14/10), a sede da maior empresa de petróleo do mundo, a saudita Aramco, na capital Riad.
No fim de semana, o mesmo grupo já havia reivindicado a autoria por um ataque a instalações da mesma empresa, em diferentes cidades do país. Com o novo episódio desta quarta, os preços do petróleo voltaram a subir e o barril do tipo Brent, com vencimento em novembro, fechou com alta de 0,35%, a US$ 106,06. Já o West Texas Intermediate (WTI) encerrou a sessão com mais 1,01%, a US$ 95,09.
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Para o especialista Rafael Pastorello, portfólio manager do Banco Sofisa, o episódio reforça as preocupações dos investidores em relação à segurança da infraestrutura energética da região, responsável por uma parcela relevante da produção mundial de petróleo. Apesar da alta de hoje, ele acredita que os preços do petróleo parecem ter encontrado um nível de acomodação na faixa de US$ 100 a US$ 105 por barril, no caso do Brent.
“Esse patamar sugere que parte relevante dos riscos geopolíticos já foi incorporada aos preços, ao mesmo tempo em que reflete a falta de avanços concretos nas negociações diplomáticas e a persistência das incertezas sobre a oferta global de energia”, destaca Pastorello.
Produção impactada com a guerra
Além do fator geopolítico, ele acredita que o mercado também absorveu as sinalizações da Agência Internacional de Energia (AIE), que em seu relatório mensal de outubro destacou perspectivas de maior aperto na oferta de derivados, especialmente diesel, até o segundo semestre de 2027.
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Segundo a entidade, as exportações de diesel da Rússia e do Oriente Médio registraram queda de aproximadamente 1,3 milhão de barris por dia em setembro na comparação anual. “Do ponto de vista macroeconômico, esse cenário reforça a relevância da commodity para as expectativas de inflação global, especialmente por meio dos impactos sobre os custos de energia, transporte e logística”, avalia o especialista.
Com o petróleo em alta, as ações da Petrobras operam em alta nesta tarde, impulsionadas também pela produção de petróleo recorde em setembro. As ações ordinárias (ON) da petrolífera avançavam 2,48% por volta das 16h30 (horário de Brasília), enquanto as preferenciais (PN) subiam 1,88% no mesmo horário.
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